domingo, 25 de outubro de 2015

EUA barra terapia para conversão da sexualidade

Governo de Obama conclui que a “terapia de conversão” é uma prática perigosa e deve acabar.

 
EUA barra terapia para conversão da sexualidade

No mundo atual, muitas das decisões tomadas pelo governo dos Estados Unidos têm um impacto cultural em todo o mundo. Foi o que aconteceu, por exemplo, quando a Suprema Corte autorizou o casamento de homossexuais.

Um relatório emitido pela administração Obama conclui que a “terapia de conversão”, é uma prática perigosa e deve acabar. Ou sejam, os pais não podem submeter seus filhos a métodos para tentar “transformá-los em heterossexuais”. Desde abril a Casa Branca vinha tentando banir esse tipo de conduta no país inteiro.

Valerie Jarrett, conselheira sênior do presidente Barack Obama, explica que os responsáveis não podem mais forçar crianças e adolescentes menores de idade a um tratamento desse tipo. “Acreditamos que a terapia de conversão para os jovens não atende seus interesses e as evidências científicas apoiam isso”, asseverou durante uma coletiva de imprensa.

Ela conta que o governo gostaria que isso fosse válido para todo o país. Como cada estado americano possui autonomia para decidir sobre a questão individualmente, somente quatro estados além do Distrito de Washington oficializaram a proibição. Outros 21 estão debatendo o tema.

Outra medida do governo que tem agora força de lei é a proibição das empresas demitirem uma pessoa por causa de sua orientação sexual. A decisão gerou euforia entre os militantes da causa gay, que a consideram “histórica”.

No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia desde uma resolução publicada em março de 1999, impede as tentativas de “conversão”. O documento afirma que os psicólogos “não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados”.

A psicóloga cristã Marisa Lobo teve seu registro cassado por desobedecer essa normativa. Movimentos ativistas pró-LGBT usaram o mesmo argumento para tentar cassar o registro do pastor Silas Malafaia, mas sem sucesso.

No Brasil, o debate sobre a “cura gay” geralmente envolve as igrejas evangélicas. Em 2013, o projeto do deputado João Campos (PSDB-GO), membro da bancada evangélica, tentou suspender a resolução de 1999 e liberar o uso de terapia para alterar a orientação sexual.

O projeto não seguiu adiante e, por pressão de movimentos gays, foi arquivado. Na época, Campos disse que a “resolução do CFP ofende um dos princípios da ética medica, a autonomia do profissional” e que esta seria uma das razões para que a Câmara aprove seu projeto. “Eis outra razão porque aprovar o PDC 234: a Resolução do CFP é homofóbica, pois se o homossexual quiser ser ajudado não pode, mas o hetero pode.” Com informações de Huffington Post e Pop

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