sábado, 29 de março de 2014

Quem trará a paz ao Oriente Médio? - Pergunta feita por comentarista do site "Voz da Rússia"

© Flickr.com/color line

É um engano ou uma provocação perigosa dizer que o Oriente Médio mergulhou num mar de conflitos inter-religiosos e interétnicos. Já há muitos anos que, em vez de se lutar contra o desespero e a miséria, as autoridades locais preferem levar a cabo uma guerra infindável e desesperada com suas consequências inevitáveis que são as revoltas e o terrorismo.

O derrube dos regimes ditatoriais com o apoio das forças ocidentais não trouxe a mudança, o povo agora não vive melhor. A violência gerou mais violência. Em vez da resolução dos problemas socioeconómicos, se verificou apenas o reforço do aparelho repressivo.
A última cúpula da liga dos Estados Árabes demonstrou que a política dos EUA na região irrita até os seus aliados mais próximos. A OPEP não gosta que, ao controlar as exportações do petróleo iraquiano, os EUA façam baixar os preços do “ouro negro”. O Catar não vê com bons olhos que, ao desenvolver o seu projeto de gás de xisto, Washington queira expulsá-lo do mercado europeu do gás. Daí o resultado – a já esperada declaração que a guerra na Síria só pode ter uma solução política.
As negociações relativas a conflitos internos também são confiadas a forças externas. Para algumas delas, o objetivo das negociações é apenas demonstrar a todo o mundo que os países e povos dessa região nunca poderão chegar a um acordo. Isso foi claramente visível durante as fracassadas negociações sobre a Síria. Paralelamente, Washington tenta resolver de uma forma bastante peculiar o problema dos programas nucleares do Irã, cujo cancelamento teria como contrapartida o levantamento das sanções contra Teerã.
Ainda em novembro o secretário de Estado dos EUA John Kerry declarou ao Congresso: “Têm de acreditar em mim: as sanções serão aliviadas de forma limitada e poderão ser repostas a qualquer momento”.
Elas ainda não terão sido repostas, mas paralelamente às difíceis negociações os EUA já anunciaram por duas vezes novas sanções. Da última vez, em fevereiro, elas abrangeram ativos financeiros iranianos na Turquia, em Espanha, na Alemanha, na Geórgia, no Afeganistão e em uma série de outros países.
Será que a destruição da Síria, a desagregação do Iraque e a asfixia do Irã com sanções irão continuar? Não se deve permitir que o Oriente Médio fique definitivamente atrasado em relação a um mundo que se desenvolve com dinamismo.
Talvez se deva deixar de chamar, para resolver os problemas internos, mediadores dos países cuja política para o Oriente Médio e Próximo é acertadamente considerada como neocolonialista. Os problemas de relacionamento e da vida quotidiana dos sunitas e xiitas, dos persas, curdos, árabes e afegãos não serão resolvidos pelas afirmações dos aliados em que só eles podem resolver esses problemas, enquanto na realidade eles esperam encomendas incessantes que fazem funcionar a indústria do armamento de países longínquos.
Por qualquer razão não se ouve falar da possibilidade de os países da região poderem chegar a acordos entre si sozinhos, e poderem cooperar eficazmente. As razões são óbvias. O Irã, o Paquistão e a Índia já teriam construído há muito tempo o “gasoduto da amizade” se não fossem as sanções contra o Irã. Com a ajuda financeira da Índia já se encontra em funcionamento na costa sudeste iraniana o porto de Chabahar, que ofereceu ao Afeganistão novas possibilidades para seu comércio externo e trânsito de mercadorias.
Os destacamentos das forças armadas dos Emirados Árabes Unidos realizaram a desminagem de um território enorme no sul do Afeganistão e garantiram, sem sofrerem baixas, a segurança da região mais problemática do país.
Um dos oficiais árabes disse na altura aos jornalistas: “Sabem, nós já cá estávamos antes de este problema ter começado, como vizinhos árabes que somos. Nós iremos permanecer como vizinhos muito depois de a coalizão e a ISAF terem saído. Nós podemos não conseguir oferecer uma solução, mas podemos, como muçulmanos, pelo menos iluminar o caminho para que os afegãos encontrem a sua própria via”.
A opinião do autor pode não coincidir com a opinião da redação
FONTE:
TEXTOS BÍBLICOS:
"E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador." (DANIEL 9:27)
"Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." (1 AOS TESSALONICENSES 5:3)
"QUEM VAI ESTABELECER UMA FALSA PAZ, VISANDO ENGANAR O MUNDO INTEIRO, SERÁ O ANTICRISTO".
IVAN ALPHOLYTHE
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