segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Israel "em guerra" com o mundo


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“Condenar todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o carácter e o estatuto do território palestiniano ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, incluindo, inter alia, a construção e expansão dos assentamentos, a transferência de colonos israelitas, o confisco de terras, a demolição de casas e deslocamento de civis palestinianos, em violação do Direito Internacional Humanitário e resoluções pertinentes”, dizia o preâmbulo da resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU.

Catorze países, entre os quais dois africanos, nomeadamente Angola e Senegal, votaram favoravelmente, enquanto que um membro permanente e aliado natural de Israel, os Estados Unidos, se absteve, numa acção inédita em mais de 30 anos. 
As autoridades israelitas insurgiram-se contra todos os países que votaram a favor e do que se absteve, convocando os seus embaixadores e, nalguns casos, suspendendo a cooperação bilateral. 

Trata-se de um passo que numerosos sectores, inclusive em Israel, têm muitas dificuldades em perceber a forma musculada como o Governo de Benjamin Netanyahu, numa espécie de desafio ao mundo, pretende impor vontade e maneira de actuar junto de Estados soberanos. 


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Embora o foco da desilusão e fúria incidisse mais sobre o seu principal aliado, na verdade, muitos sectores em Israel, sobretudo de esquerda e seculares em oposição aos conservadores e religiosos, encaram o passo dado pela administração Obama como corajoso e importante para a solução dos dois Estados. 

Numa peça escrita num jornal, um activista a favor das negociações de paz começou o seu artigo com uma interessante pergunta, dirigida ao Presidente americano, Barack Obama, questionando-o “onde andou durante estes oito anos, senhor Presidente”, numa alusão ao facto de que há muito devia recorrer a este expediente. 

O jornal liberal “Haaretz”, há dias num dos seus editoriais, acusava o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de levar o país ao abismo ao comprar guerra com o mundo, numa altura em que se prevêem mais iniciativas a favor da causa palestiniana. 

A iniciativa de paz de Paris, marcada para a primeira quinzena de Janeiro, pode ser a segunda e última cartada de Barack Obama, embora tudo esteja agora a depender do pronunciamento que, segundo o “The New York Times”, vai ser feito por John Kerry nesta semana. Por causa deste importante pronunciamento, as autoridades israelitas adiaram o que muitos sectores encaravam como resposta à votação no Conselho de Segurança da ONU, nomeadamente o anúncio de mais construções nos assentamentos. 
  
A coligação de direita, no poder actualmente em Israel, liderada por Benjamin Netanyahu, parece envolta em numerosos desafios internos, razão pela qual tem as suas baterias viradas para fora em busca de um pretenso inimigo comum do povo israelita. É preciso que as autoridades israelitas encarem a presente resolução do Conselho de Segurança como uma espécie de aviso à navegação, em vez de retaliar com acções que vão acabar por contribuir para maior isolamento de Israel. 
Este país do Médio Oriente não pode continuar a fazer ouvidos de mercador às resoluções e recomendações das instituições internacionais, sobretudo quando está em causa a necessidade daquele país fazer prova do compromisso de paz com os palestinianos. 

Afinal, foram até ao momento dez resoluções a condenar os assentamentos israelitas em terras que se espera, a ONU e os palestinianos, venham a fazer parte do futuro Estado palestiniano. E desde 1981 que as autoridades israelitas habituaram-se a ter como sombrinha protectora o veto americano, um expediente que contrariava e continuou a contrariar a política de sucessivas administrações americanas até à presente resolução.

É verdade que a futura administração Trump pretende mudar as coisas, atendendo à promessa do Presidente eleito segundo a qual a partir de 20 Janeiro as coisas vão ser diferentes, mas espera-se que a acção mediadora dos Estados Unidos não desvirtue o esforço internacional para a efectivação da solução dos dois Estados. 
  
No fundo, os países que votaram favoravelmente apenas procuraram fazer jus aos propósitos e princípios da Carta da ONU que, entre outros pressupostos relevantes, determinam que é inaceitável e inadmissível a aquisição de territórios pela força. 

Embora Israel seja soberana na tomada das medidas que julgar pertinentes em resposta ao voto dos 14 e abstenção dos Estados Unidos, reciprocamente aos outros assiste o mesmo direito, numa altura em que estão em causa graves violações nos territórios palestinianos.


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