sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Caos político do Brasil mantém os líderes estrangeiros, longe do Rio



Um manifestante fantasiado, retratando um banqueiro e segurando uma réplica de um extintor de incêndio para apagar a "chama" de uma imitação da tocha olímpica, toma parte em um protesto contra o presidente interino brasileiro Michel Temer e 2016 Jogos Olímpicos do Rio Verão, na rota da tocha olímpica, na praia de Copacabana, 

RIO DE JANEIRO — Uma recepção acolhedora dignitários estrangeiros para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de verão promete ser um caso de solitário, com muitos chefes de estado ficar longe do Rio de Janeiro, por medo de ofender sensibilidades políticas brasileiras.

À frente da primeira Olimpíada da América do Sul, funcionários previra que compareceria até 100 chefes de estado. Mas uma lista desde que sexta-feira pelo Ministério dos negócios estrangeiros mostrou menos de 25 no atendimento, entre eles os presidentes da Argentina, França e Portugal. Os Estados Unidos está sendo representado pelo Secretário de Estado John Kerry.

Eles aparentemente estão ficando afastado por causa da perspectiva de pisar em um país com dois presidentes. Presidente interino, Michel Temer assumiu após a suspensão em maio da presidente Dilma Rousseff, sob a acusação de cassação.

Para muitos líderes, é muito delicado de uma dança diplomática, disse Maristella Basso, professor de direito internacional na Universidade de São Paulo.

"Líderes não sei que o Presidente para cumprimentar, que foi removido ou seu substituto interino," Basso disse à Associated Press. "Por muitos não decidiram vir em tudo, para também evitar um encontro desconfortável ou para protestar contra o que eles vêem como um golpe de estado."

Temer, que tem evitado viagens fora do país e manteve um perfil baixo desde ocupando o lugar de Dilma Rousseff, vai fazer uma recepção para líderes estrangeiros sexta-feira para o antigo palácio do Ministério das relações exteriores, que estava em uso quando o Rio era a capital do Brasil antes de 1960.

Depois de uma festa de coquetel, o grupo irá realocar sob forte esquema de segurança para o estádio do Maracanã para a cerimônia de abertura.

Entre as ausências notáveis são os líderes de alguns dos aliados mais próximos do Brasil: Rússia, Índia, China e África do Sul — o chamado grupo dos BRICS das potências emergentes do mercado que atraiu perto de Brasil durante durante um impulso diplomático agressivo, 15 anos, sob Dilma Rousseff e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Cada um, em vez disso, enviou seus ministros de esportes.

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Refletindo a clivagem ideológica da América do Sul, apenas dois líderes regionais estão aqui: colegas conservadores da Argentina e Paraguai. Os governos de esquerda no Chile, Uruguai e Venezuela ficaram em casa.

"Os líderes estrangeiros que estão aqui são de países que têm uma relação fria e distante, com o Brasil," Basso disse. "O timing não podia ter sido pior".


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