Austin
Ruse
NOVA IORQUE, EUA, 22 de maio
(C-FAM) O Embaixador do Vaticano na ONU disse aos líderes da ONU na semana
passada que “os filhos não pertencem ao Estado.”
O arcebispo Francis Chullikatt
disse numa reunião de delegados da ONU e representantes de ONGs que estavam
celebrando o Dia Internacional das Famílias que os filhos não pertencem “a
nenhum grupo de interesse especial cujas agendas são de fato inimigas da
própria existência das crianças. Pelo fato de que crianças são nosso futuro,
como é que poderíamos ficar satisfeitos em deixar esse futuro para as pessoas
que nem mesmo querem permitir que as crianças deem sua primeira respirada?”
Chullikatt está na batalha da ONU
há anos e descobriu que os bebês em gestação são talvez a figura mais polêmica
na sede da ONU.
Chullikatt presidiu um painel que incluía
o arcebispo Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Concílio da Família, que
estava nos Estados Unidos para planejar o que poderá ser a primeira viagem do
Papa Francisco aos Estados Unidos no ano próximo para o Encontro Mundial de
Famílias que ocorrerá na Filadélfia.
Paglia também tinha palavras fortes
sobre as questões de vida e família. Várias vezes numa conversa de vinte minutos
ele se referiu à importância de “homem e mulher” e “pais e filhos” na definição
da família.
Ele disse “a família não só
‘importa,’ mas além disso está no próprio cento do desenvolvimento humano,
indispensável e insubstituível, e ao mesmo tempo bela e acolhedora.”
A celebração do Dia Internacional
das Famílias chega durante as acaloradas negociações permanentes para
substituir as Metas de Desenvolvimento do Milênio pelas Metas de
Desenvolvimento Sustentável que serão um conjunto de conclusões de consenso ao
qual os governos se comprometerão com tempo e recursos. Como com as MDMs que já
estão desaparecendo, as MDSs podem ou não podem conter linguagem favorável ao
aborto. Tal linguagem foi repetidamente rejeitada nas MDMs e uma guerra de
vários anos em várias frentes com ativistas pró-aborto insistindo que a
linguagem de aborto aparecesse no novo documento marcado para entrar em vigor
em 2015.
Paglia citou a recente fala que o
Papa Francisco deu para líderes da ONU em Roma: “… a vida humana é sagrada e
inviolável desde a concepção até seu fim natural…” Ele citou as críticas do
papa à “economia de exclusão,” uma “cultura indiferente” e uma “cultura de
morte,” tudo se referindo ao aborto.
A americana Donna Bethell,
presidente da diretoria da Faculdade Christendom na Virgínia, disse aos
delegados, “… os regimes totalitários da esquerda sempre tentaram cooptar o
papel dos pais para influenciar a educação e formação de seus filhos. Eles
querem que as famílias produzam mais comunistinhas e fascistinhas.” Bethell pediu
“contra-ataque, para reunir todas as forças disponíveis para restabelecer a
unidade indispensável da família fundada no casamento como norma da sociedade.”
Outros palestrantes incluíam um
diplomata muçulmano e um líder judeu, ambos dos quais falaram a favor da
família tradicional e contra as campanhas para manipular a família para se
encaixar nas atuais tendências ideológicas.
O fato de que a ONU agora chama o
Dia Internacional das Famílias mostra como o tópico é polêmico. “Famílias”
geralmente é usada pela esquerda política para incluir uma definição ampla,
enquanto “família” é usada pelos conservadores para realçar uma definição mais
tradicional. O debate da ONU é, afinal, sobre ideias, mas também palavras e
como elas são usadas.
Tradução:
Julio Severo
Fonte:
Friday
Fax
Divulgação:
www.juliosevero.com
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