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quarta-feira, 27 de julho de 2016

ALERTA VERMELHO: Estudo descobre que o consumo de álcool está ligado a 7 tipos de câncer

Consumir bebidas alcoólicas, ainda que em pequena quantidade, aumenta o risco de sete tipos de câncer, de acordo com uma nova pesquisa, realizada pela Professora Jennie Connor, da University of Otago, na Nova Zelândia.




O consumo de álcool está ligado a 7 tipos de câncer, descobriu uma pesquisa (ABC News) 

A pesquisa, publicada na revista Addiction, garante que há uma ligação entre o consumo de álcool e cânceres localizados na faringe, laringe, esôfago, fígado, cólon, reto e mama.

“Pesquisas epidemiológicas e biológicas sobre o álcool e o câncer foram reavaliadas e resumidas”, disse Connor sobre os métodos de seu trabalho. Seu trabalho se vale de uma análise realizada pela International Agency for Research of Cancer.

A pesquisa encontra uma relação de causalidade entre o álcool e o câncer, o que é mais forte do que a que conhecemos hoje em dia, diz Connor em um relatório sobre o estudo, divulgado no site da University of Otago. “Uma associação significa que há algum tipo de relação entre as duas variáveis”.

“Uma associação de causalidade significa que há evidências de influência direta do álcool sobre o câncer”, escreveu ela.

O trabalho de Connor faz referências à evidência de que o álcool causou aproximadamente um milhão de mortes por câncer em 2012, cerca de 5,8 por cento das mortes por câncer em todo o mundo. Exagerar na bebida aumenta os riscos, Connor escreve, mas ainda existe uma ameaça para aqueles que consomem de moderado a pouco álcool.

As conclusões também podem lançar dúvidas sobre teorias anteriores, que dizem que beber moderadamente protege contra doenças cardiovasculares, sugerindo que a correlação entre uma coisa e outra não é forte.

O trabalho exorta as pessoas sobre os perigos de beber em excesso, visando acabar com o que a autora chama de “desinformação” sobre a ligação entre o álcool e o câncer.

“Alguma confusão e ceticismo sobre a possibilidade do álcool causar câncer pode ser compreensível, mas, em alguns casos, há o que chamamos de disseminação da desinformação, que prejudica os resultados das pesquisas e contradiz as mensagens de saúde pública, que sempre são baseadas em evidências científicas”, diz o estudo.



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TERROR ISLÂMICO AVANÇA: Babá presa na Rússia por decapitar criança diz ter obedecido a Alá

'Sou mensageira de Alá', disse Gulchekhra Bobokulova à imprensa.
Mulher foi flagrada perambulando pela capital russa segurando a cabeça.

Uma mulher suspeita de decapitar uma criança sob seus cuidados e mais tarde exibir a cabeça nas proximidades de uma estação de metrô de Moscou, na Rússia, disse nesta quarta-feira (2) que Alá ordenou que ela cometesse o crime.

Gulchekhra Bobokulova foi presa na Rússia por decapitar criança diz ter obedecido a Alá (Foto: Maxim Shemetov/Reuters)

A mulher de 38 anos, divorciada e mãe de três filhos e natural do Uzbequistão, ex-Estado soviético de maioria muçulmana, foi flagrada perambulando por uma rua da capital russa segurando a cabeça decepada da criança no alto e gritando slogans islâmicos.

Na ocasião, testemunhas disseram ter temido que ela estivesse realizando um atentado terrorista, mas desde sua detenção investigadores russos aventaram a hipótese de que ela sofre de uma doença mental.

Os investigadores disseram que ela trabalhava como babá para uma família moscovita e que matou e decapitou uma das crianças sob seus cuidados antes de incendiar o apartamento da família e fugir.

Canais de TV estatais não relataram o incidente, uma decisão que rendeu acusações de censura de alguns ativistas da oposição, mas que o Kremlin apoiou, afirmando que teria sido errado exibir "imagens tão horríveis".

A caminho do tribunal, Gulchekhra Bobokulova disse aos repórteres nesta quarta-feira que Alá ordenou que ela fizesse o que fez, mas que se arrepende e que concorda com sua prisão. Sentada na jaula de metal reservada para réus nos tribunais russos, ela acenou e disse: "Sou mensageira de Alá. Olá a todos".

Ela estava de cabeça descoberta e parecia relaxada, chegando a bocejar ocasionalmente, um contraste com a segunda-feira, quando vestia preto e usava um hijab.

Autoridades do governo vêm emitindo alertas frequentes sobre o perigo que os militantes do Estado Islâmico representam para a Rússia, especialmente tendo em conta a intervenção militar de Moscou na Síria em apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad.


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RUMORES DE NOVOS ATAQUES: Washington e Londres serão as próximas vítimas do Daesh

Quem o garante é a própria organização terrorista.

© Getty Images

As cidades de Londres e Washington estão na mira dos terroristas do Estado Islâmico.

De acordo com o SITE Intelligence Group – The Search for International Terrorist Entities –, uma organização que se dedica a acompanhar as movimentações de grupos terroristas na internet, o Estado Islâmico já revelou quem serão os próximos alvos.

Depois de Paris, Bruxelas, Nice, Berlim e Normandia, o Daesh garante que os alvos seguintes serão Londres, no Reino Unido, e Washington, nos Estados Unidos.

A informação é avançada pelo SITE que mostra uma das imagens que a organização terrorista tem estado a partilhar no serviço de mensagens instantâneas Telegram.

Na imagem vê-se a Estátua da Liberdade, que se situa em Nova Iorque, com as palavras: “Washington será em breve”.



Segundo o jornal britânico Mirror, os meios de segurança nas igrejas do Reino Unido foram reforçados, isto depois de um padre francês ter sido degolado no interior de uma igreja na Normandia.



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Padre é morto em novo ATAQUE TERRORISTA no norte da França

Pelo menos três pessoas morreram e uma ficou ferida em estado grave após um ataque realizado na madrugada desta terça-feira (26), em uma igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, nas proximidades de Rouen, norte da França.




Carro da polícia fecha acesso nas imediações da igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, norte da FrançaFoto: EFE

O refém morto foi identificado pela mídia local como Jacques Hamel, um padre de 86 anos. Ele teria sido degolado. Os outros dois mortos são os agressores, que foram "neutralizados" pelas forças de segurança.

Além disso, uma religiosa foi hospitalizada em estado grave e um policial ficou ferido durante a operação. De acordo com a imprensa local, os criminosos teriam invadido a igreja, por volta das 9h horário local (4h no horário de Brasília) portando facas e gritando em defesa do Estado Islâmico. Além do padre e da religiosa, duas freiras e outras pessoas que estavam no local também foram feitas reféns.

O presidente da França, François Hollande, e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, seguem para a cidade para acompanhar a situação.

A França está em estado de alerta desde 13 de novembro do ano passado, quando ataques jihadistas deixaram 130 mortos e centenas de feridos na capital, Paris. A medida de segurança foi ampliada depois de um ataque na cidade de Nice, no último dia 14, quando um homem ligado ao Estados Islâmico atropelou uma multidão que celebrava a data nacional do país, deixando 84 pessoas mortas.
Papa lamenta o caso

O papa Francisco foi informado nesta manhã sobre o último ataque na França que deixou um padre morto e disse lamentar o episódio de violência que ocorreu na madrugada desta terça-feria. Segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, Francisco está rezando pelas vítimas e condena "esta violência absurda", assim como "toda forma de ódio".

"É mais uma notícia horrível que, infelizmente, se soma a uma série que vem nos chocando, criando imensa dor e preocupação", disse o representante, acrescentando que o Vaticano acompanha a situação da igreja francesa.


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Papa afirma que "mundo está em guerra", mas não de religiões

O papa declarou hoje, a bordo do avião com destino à Polónia, que "o mundo está em guerra", mas não de religiões, e sim "de interesses".


© DR


"Quando falo em guerra, falo numa guerra de interesses, por dinheiro, pelos recursos da natureza, pelo domínio dos povos. Mas não é uma guerra de religiões. Todas as religiões querem a paz, são os outros que querem a guerra", afirmou Francisco, no início de uma visita de cinco dias à Polónia por ocasião das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ).

No atual momento de violência, a primeira palavra que surge é "insegurança, mas o verdadeiro termo é guerra", disse o papa, referindo-se ao assassínio do padre francês Jacques Hamel, de 85 anos, degolado num ataque reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) contra uma igreja nos arredores de Rouen, noroeste de França.

Mas o papa lembrou também a morte de muitos inocentes e não apenas na Europa.

"Há muito que o mundo está numa guerra fragmentada. Recordemos este santo padre que foi morto quando rezava por toda a Igreja. Ele é uma vítima, mas quantos cristãos, quantos inocentes, quantas crianças... Pensemos, por exemplo, na Nigéria", afirmou.

O papa também se referiu ao atual momento como uma guerra "não-orgânica", ou seja, não-declarada, mas "sim, organizada", esclareceu.

Sobre as JMJ, Francisco afirmou esperar que "os jovens dêem um pouco de esperança neste momento" ao mundo.



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A APOSTASIA APARECE GRADATIVAMENTE: Holanda transforma igrejas em museus e cafeterias

País tomou decisão após pesquisa apontar que 44% da população é formada por ateus

País tomou decisão após pesquisa apontar que 44% da população é formada por ateus

Estão surgindo mais museus, cafeterias na Holanda!Foto: Creative Commons/mribeirete/Flickr / PureViagem

País, colorido, criativo e liberal, a Holanda é um destino que atrai os visitantes principalmente por suas belezas e curiosidades. Por aqui você já ficou sabendo que a nação das tulipas, das bicicletas e das leis inusitadas abriga um hotel para fãs de vídeo game, uma floresta flutuante e um abrigo para refugiados que é uma antiga prisão. A criatividade do povo holandês parece não ter limites. Após uma pesquisa apontar que 44% da população dos Países Baixos é formada por ateus, a necessidade de ter tantas igrejas e templos religiosos não faz sentido. Esses locais, então, estão sendo substituídos por museus, cafeterias e muito mais.

Além de vazios, os templos do país não conseguem mais se manter, pois as ordens religiosas não têm recursos para isso. Para não desperdiçar espaço, além de incentivar a cultura e o encontro entre pessoas, os edifícios que antes abrigavam igrejas, agora são utilizados por livrarias, cafés, salão de cabeleireiro, pistas de dança, restaurantes, casas de show e outros estabelecimentos do tipo.

A população da Holanda é formada por 44% de ateus, 28% de católicos, 19% de protestantes, 5% de muçulmanos e 4% de fiéis de outras religiões. Apesar de a maior parte dos habitantes ainda acreditar em alguma crença, nem todos são assíduos frequentadores de celebrações e cultos religiosos, assim como acontece em outros países.

Os novos estabelecimentos estão agradando a população. Entre os mais elogiados destaca-se a Maastricht, onde hoje funciona a livraria Selexyz, que exibe uma arquitetura impressionante. O Café Olivier, situado em Utrecht, também ficou bonito e agradável. Perto dali, na capital, Amsterdã, uma igreja do século 19 virou o "templo do pop", o Paradiso, onde se apresentam badaladas bandas de rock e cantores nacionais e internacionais, entre os quais alguns brasileiros, como o Seu Jorge.



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CORRUPÇÃO BOLIVARIANA: Mortos e alunos de alta renda tiveram bolsas do Prouni, aponta auditoria

Controladoria Geral da União constatou 47 mortos entre bolsistas em 2011.
Mais de 4,4 mil estavam fora das regras de renda entre 2006 e 2012.

Programa oferece bolsas de estudo para alunos de baixa renda. (Foto: Arquivo/Reprodução/TV Integração)

Uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) aponta que ao menos 47 alunos do Programa Universidade para Todos (Prouni), gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), tiveram bolsas de estudo pagas pelo governo federal após sua morte.

A auditoria, cujo relatório foi publicado em março de 2015, considerou dados do período entre 2006 e 2012. Ela avaliou os dados de mais de 1 milhão de bolsistas do Prouni.

O G1 procurou o MEC e aguarda posicionamento da pasta.

Entre 2006 e o primeiro semestre de 2012, os auditores encontraram 3.800 estudantes beneficiados apesar de não se enquadrarem nos critérios de renda do Prouni e outros 12.052 que receberam a bolsa de estudos sem ter estudado em escola pública ou como bolsista em escola particular.
O QUE É O PROUNI?
Programa federal que concede bolsas de estudos integrais ou parciais em instituições particulares para estudantes de baixa renda oriundos de escola pública ou bolsistas de escola particular.

O Prouni é um programa federal que concede bolsas de estudos integrais ou parciais em instituições particulares para estudantes de baixa renda oriundos de escola pública ou bolsistas de escola particular.

Na primeira edição de 2015, o programa ofertou 213.113 bolsas — 135.616 integrais e 77.497 parciais. Mais de mil instituições de ensino superior participam do programa.

Fragilidades na fiscalização

O relatório da CGU aponta fragilidades na fiscalização dos critérios de seleção do Prouni. Para verificar se havia bolsas pagas para estudantes mortos, a auditoria cruzou os dados dos beneficiários com o Sistema Informatizado de Controle de Óbitos (Sisobi).

A falha no pagamento de 47 bolsas para alunos mortos foi constatada na análise de matriculados em 2011. Eles apareciam como regularmente matriculados, mas já estavam mortos. Um deles faleceu antes mesmo de se tornar bolsista.

Ao verificar se os estudantes com bolsa tinham cursado o ensino médio em escola pública ou como bolsistas de escola particular, conforme preveem as regras do programa, a CGU aponta que 12.052 candidatos receberam bolsa apesar de terem afirmado no formulário que não preenchiam essas condições.

No início de 2012, 33 dos 179,6 mil bolsistas que ingressaram no Prouni cursaram algum ano do ensino médio em escola particular sem bolsa, o que impediria a disputa de bolsa paga pelo governo.

Alta renda

A CGU considerou ainda se os alunos que recebiam bolsas integrais participavam do grupo com renda familiar de até um salário-mínimo per capita. O relatório indica que, de 2006 ao primeiro semestre de 2012, 3.800 candidatos que não se enquadravam nas regras de renda para participar do programa como bolsistas integrais.

Outros 621 tinham renda familair superior a três salários-mínimos per capita, valor máximo para receber bolsa de 50% do Prouni.

O relatório critica o fato do sistema não verificar rotineiramente a renda familiar. "Assim, não é possível que o sistema calcule se o bolsista continua dentro da condicionalidade renda ou se houve um substancial aumento socioeconômico (condição obrigatória de encerramento de bolsa)."

A auditoria também cruzou os dados oferecidos pelos bolsistas com informações da Rais (Relação Anual de Informações). O relatório indica que, em 2011, 18.895 bolsistas tinham renda familiar maior na Rais que a informada no sistema do programa de bolsas.

"Os resultados apresentados evidenciam que as informações relativas à renda do grupo familiar apresentadas pelos candidatos não são fidedignas, ocasionando a concessão de bolsa a candidato sem perfil de renda", aponta o relatório.

A CGU indica que o Ministério da Educação vincule o sistema do Prouni com a base de dados de CPF da Receita Federal para que esse tipo de divergência não seja possível.

Conclusão do relatório

A auditoria apontou que o sistema de gestão do Prouni tem "rotinas adequadas", mas sugere aprimoramento. Não foram divulgados valores dos eventuais prejuízos para o governo federal.

"No que concerne aos mecanismos de supervisão e controle do Sisprouni, embora os resultados demonstrem que o sistema apresenta rotinas adequadas de realização de críticas, verificaram-se fragilidades, tendo em vista a existência de inconsistências em sua base de dados concernentes à ausência de preenchimento de campos essenciais de identificação do bolsista, bem como registros relacionados aos critérios de elegibilidade exigidos pelo Programa", afirmou o relatório.


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ALERTA VERMELHO: Bayer melhora propostas e oferece US$ 64 bilhões pela compra da Monsanto, empresa com tendências de EUGENIA




(Reuters) - O grupo alemão de produtos químicos Bayer anunciou nesta quinta-feira (14) detalhes de uma nova e mais atraente oferta de US$ 64 bilhões pela Monsanto, em uma tentativa de colocar a companhia de sementes sob pressão para aceitar a proposta.

O movimento mostra que as duas companhias fizeram pouco progresso em suas negociações desde que a Monsanto rejeitou um lance anterior da Bayer dizendo que ainda estava aberta a "conversas contínuas e construtivas".

O presidente executivo da Monsanto, Hugh Grant, disse no mês passado que a companhia estava em negociações com a Bayer e outras companhias do setor sobre "opções estratégicas alternativas".

Ele não nomeou essas companhias, mas a agência de notícias Reuters havia noticiado anteriormente que a Monsanto havia discutido uma combinação de seus negócios com a Basf.

A Bayer disse nesta quinta-feira que também elevou sua oferta para US$ 125 por ação em dinheiro, ante US$ 122, e ofereceu à Monsanto um pagamento de US$ 1,5 bilhão caso a transação não seja aceita pelos órgãos antitruste, "reafirmando sua confiança em uma conclusão com sucesso".

A Bayer também disse que respondeu questões da Monsanto sobre temas regulatórios e financeiros e que está preparada para assumir certos compromissos junto aos reguladores, se necessário, para fechar o acordo.

A Monsanto disse que seu conselho vai reavaliar a última proposta da Bayer, em consulta junto a seus assessores legais e financeiros. A empresa pode responder ainda nesta semana, segundo pessoas com conhecimento do assunto, que pediram para não serem identificadas porque as decisões são confidenciais.



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sábado, 23 de julho de 2016

Adeus aos direitos de cidadania que pressupõe a igualdade e a liberdade?


Retomo aqui o tema da cidadania, sobre a qual venho afirmando tratar-se de um fenômeno estrutural conhecido em sua plenitude apenas pelas sociedades capitalistas avançadas. Cidadania pressupõe a igualdade e a liberdade, historicamente associadas à generalização das relações de mercado e ao aprofundamento da divisão social do trabalho.

Não é por acaso que a democratização das relações sociais, ou a cidadania civil, precede no tempo as cidadanias política e social, como demonstra Marshall em sua clássica análise desse fenômeno. É a partir da conquista dos direitos civis que se instauram as democracias políticas substantivas e a vida coletiva civilizada.

Se, por um lado, essas condições são apenas parcialmente encontradas nas sociedades da periferia capitalista, por outro, há sinais de que elas tendem a desaparecer, inclusive, nas sociedades que primeiro conheceram a plena cidadania.

Na medida em que a coesão social na sociedade moderna é garantida, mais pela interdependência funcional dos indivíduos – via aprofundamento da divisão do trabalho – que pelas crenças e tradições, há razões para se temer que a manutenção dessas condições encontre-se ameaçada pelas reviravoltas promovidas pela NOVA ORDEM MUNDIAL.

A recente intensificação dos fluxos migratórios em direção aos países centrais pode introduzir, por exemplo, distorções no mercado de trabalho local, ampliando a oferta de mão de obra e contribuindo para o rebaixamento dos níveis salariais, sobretudo nas funções menos qualificadas, para a precarização das relações de trabalho e para a ampliação de atividades informais, inclusive as ligadas à criminalidade, comprometendo a coesão social.

Como boa parte dos imigrantes encontra-se em situação ilegal naqueles países, tendem a ser mais explorados e a ter negado o acesso a direitos trabalhistas e demais benefícios sociais. Tornam-se “cidadãos” de segunda classe. Ora, a cidadania, por definição, não comporta hierarquias ou desigualdades sociais extremas, já que, historicamente, ela emerge e se consolida por meio da igualdade de direitos e das liberdades fundamentais.

Como se não bastasse, a intensificação dos atos terroristas em várias partes do mundo tem como principal motivação o ódio à democracia e aos costumes ocidentais. E, como prova a história, o desemprego, a precarização do trabalho e a sensação de insegurança estimulam a xenofobia, a intolerância, a ascensão política da extrema direita e a instauração de regimes autoritários.

A preocupação com a segurança interna tende a justificar a crescente supressão das liberdades individuais e o arbítrio, inclusive em sociedades tradicionalmente democráticas, e, se assim é, adeus aos valores e às conquistas sociais do Ocidente e, claro, aos direitos de cidadania.


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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Snowden desenvolve capa para celular que protege da vigilância

© Sputnik/ Grigoriy Sisoev

O ex-agente dos serviços secretos dos EUA Edward Snowden está trabalhando com um hacker de Cingapura, Andrew "Bunnie" Huang, na concepção de uma capa anti-vigilância para o iPhone.


© AFP 2016/ GLEN CHAPMAN

A tecnologia é baseada no bloqueio do sinal GPS, visto que habitualmente os celulares transmitem a localização do usuário mesmo em Modo Avião. 

"Este trabalho tem como objetivo dar ferramentas aos jornalistas para saber quando seus smartphones estão sendo grampeados ou revelem sua localização, mesmo que os dispositivos estejam em Modo Avião", explicaram Snowden e Huang em uma apresentação feita para o laboratório MIT Media Lab e publicada no site pubpub.org. 

Este tipo de capa anti-vigilância deve ajudar o usuário, principalmente jornalistas e defensores dos direitos humanos, a evitar os riscos de grampeamento, alertando-os em tempo real, de acordo com os desenvolvedores.

O primeiro protótipo deverá estar disponível já no próximo ano.

"Wireless devices are kind of like kryptonite to me," @Snowden says. He hasn't had a smartphone for years: https://t.co/8QpLTfdKb5— WIRED (@WIRED) 21 июля 2016 г.

​Em junho de 2013, Snowden vazou aos jornais The Washington Post e The Guardian arquivos confidenciais sobre programas de cibervigilância global dos EUA e da Grã-Bretanha.

O americano fugiu para Hong Kong e depois para Moscou, onde passou várias semanas na zona de trânsito do aeroporto de Sheremetievo, até receber, em agosto de 2013, asilo por um ano do governo russo.

Em agosto de 2014, as autoridades renovaram sua permissão para ficar no país por mais três anos e também lhe concederam visto de residência, o que permite a Snowden se deslocar livremente pelo país, viajar ao estrangeiro e optar pela nacionalidade russa após cinco anos.


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Ataque a tiros deixa mortos e feridos em shopping de Munique, Alemanha

Caça aos atiradores é a maior operação policial da década na Alemanha.
País criou polícia antiterrorismo após atentado na Olimpíada de 1972.

Ainda não terminou a caçada a pelo menos três atiradores que abriram fogo num shopping deMunique, na Alemanha. Dez pessoas morreram e dez ficaram feridas.

Um ataque no centro comercial mais popular de Munique. Foram dezenas de tiros às 18h, quando o shopping fica movimentado.

Testemunhas viram três atiradores. Pelos menos um teria desaparecido na direção do metrô.

As pessoas buscaram abrigos em lojas. Àquela altura, a polícia já tinha fechado todos os acessos à região, interrompendo o serviço de transporte. Os alemães, em estado de alerta, não sabiam onde o terror se escondeu.

A polícia avisou sobre "suspeitos perigosos em fuga". Enquanto circularam informações de outros tiroteios no centro da cidade, um deles numa praça.

A exemplo do que aconteceu em novembro em Paris, autoridades alertaram para o risco de ataques simultâneos, e pediram para todos ficarem em casa, se afastarem das multidões.

Serviços de emergência pediram vídeos que ajudem a identificar atiradores. Mas cobraram que ninguém espalhe boatos ou imagens com posições de policiais.




Moradores usaram as redes sociais para oferecer refúgio a pessoas longe de casa.

Três horas depois do ataque, a imprensa alemã divulgou que um atirador se matou. Ele teria gritado que era alemão.

A polícia alemã suspeita de terrorismo, um crime com motivação política. Até o momento nenhum grupo assumiu autoria. O governo alemão fez uma reunião de emergência.

Líderes europeus condenaram o ataque. O governo britânico declarou que está pronto para apoiar a Alemanha no que for preciso. O presidente alemão se disse em choque. Quarenta e quatro anos depois, a Alemanha chora outro atentado em Munique.

O primeiro foi na Olimpíada de 1972. Oito terroristas invadiram a vila olímpica de Munique, mataram dois israelenses e fizeram nove reféns da delegação de Israel. Erros em série da polícia alemã resultaram na morte de todos os sequestrados e um policial.




O evento trágico envergonhou a Alemanha. O país criou uma polícia antiterrorismo. Cinco anos depois, o grande teste: um voo da companhia alemã Lufthansa foi sequestrado por palestinos. Durante cinco dias, o avião com 86 passageiros passou pela Europa, Oriente Médio. África. Na Somália, um esquadrão alemão pegou os sequestradores de surpresa. Nenhum refém morreu na ação. Essa polícia está a caça dos responsáveis pela tragédia desta sexta.

A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, convocou pra sábado (23) uma reunião nacional de segurança, em Berlim. E por causa da fuga dos atiradores, a Áustria e a República Tcheca decidiram reforçar o patrulhamento nas fronteiras com a Alemanha.






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Polícia Federal prende 10 suspeitos de terrorismo no Brasil (VÍDEO)

Sede da Polícia Federal em Curiitba. Foto: Mateus Coutinho/Estadão


Operação foi deflagrada a quinze dias dos Jogos Olímpicos após os investigadores detectarem mensagens de grupo que pregava intolerância religiosa, defendia luta armada e chegou a entrar em contato com o Estado Islâmico

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 21, a Operação Hashtag e prendeu 10 brasileiros suspeitos de compor uma célula terrorista internacional do Estado Islâmico, no País. Ao todo, cerca de 130 policiais federais cumprem 12 mandados de prisão temporária por 30 dias podendo ser prorrogados por mais 30, além de dois mandados de condução coercitiva e 20 de buscas e apreensões nos Estados do do Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

A operação ocorre a quinze dias dos Jogos Olímpicos, quando o Brasil receberá federações de atletas de todo o mundo, incluindo países que foram alvos de ataques recentes do grupo. Os mandados foram expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba, onde morava o líder do grupo. O processo corre em sigilo.

Segundo o ministro da Justiça Alexandre de Morais, integrantes do grupo brasileiro que defendia uso de arma de táticas de guerrilha chegaram a entrar em contato com o Estado Islâmico na internet e também a tentar comprar um rifle AK-47 no Paraguai. Além disso, as investigações identificaram que eles buscaram treinamento em artes marciais e de tiro.

Estes atos – tentativa de comprar arma, contato com o Estado Islâmico e tentativa de treinar artes marciais e tiros – motivaram os pedidos de prisão. Um dos alvos da operação chegou a cumprir seis anos por homicídio, segundo Alexandre de Moraes.

A PF identificou que os integrantes do grupo chegaram a fazer um juramento na internet pelo Estado Islâmico, uma prática adotada pelo grupo terrorista para conseguir seguidores. Não foi identificado, porém, qual seria o alvo do grupo brasileiro.

De acordo com o ministro, as informações foram obtidas, dentre outras, a partir das quebras de sigilo de dados e telefônicos, inclusive de mensagens dos aplicativos WhatsApp e Telegram do grupo e revelaram que os investigados defendiam a intolerância racial, de gênero e religiosa, e o uso de armas e táticas de guerrilha para alcançar seus objetivos.

As mensagens interceptadas revelaram também que o grupo chegou a comemorar o atentado em uma boate LBGT em Orlando, nos EUA, em junho que deixou 50 mortos e 53 feridos. Na ocasião o Estado Islâmico assumiu a autoria do massacre.

Para assegurar o êxito da Operação e eventual realização de novas fases, os nomes dos presos, atualmente sob custódia da Polícia Federal, não serão divulgados neste momento.

Os artigos 3º e 5º da Lei 13.260, de 16 de março de 2016, que definem o terrorismo como crime:

Art. 3º: “Promover, constituir, integrar ou prestar auxílio, pessoalmente ou por interposta pessoa, a organização terrorista” e art. 5º: Realizar atos preparatórios de terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal delito”.








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Ataques terroristas deixam centenas de mortos em 2016 (VÍDEO)

Países que enfrentam o Estado Islâmico são os focos.
Há pouco mais de uma semana, 84 foram mortos em Nice.


Em 2016, o noticiário internacional tem sido repleto de ataques, com centenas de mortos.

O foco principal do terrorismo está nos países que enfrentam diretamente o grupo Estado Islâmico.

No Iraque, um caminhão-bomba matou 308 pessoas no fim do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos.

Na Síria, carros-bomba mataram 184 em áreas controladas pelo governo no fim de maio.


No Afeganistão, o governo enfrenta o grupo talibã. Um ataque contra prédios públicos em abril, com 64 mortos, foi o pior dos últimos cinco anos.

No vizinho Paquistão, outro ataque atribuído ao talibã matou 72 pessoas num parque em Lahore, a segunda maior cidade do país.

Na Ásia e no continente africano, grupos ligados ao Estado Islâmico e à rede Al-Qaeda atacaram em muitos países: Indonésia, Bangladesh, Egito, Líbia, Somália, Nigéria, Costa do Marfim.

Em Israel e nos territórios palestinos, os ataques são frequentes. Como no fim de junho, quando um palestino invadiu a casa de uma família israelense e matou uma jovem de 13 anos.

Mas é nos países mais envolvidos na luta contra o Estado Islâmico que os ataques têm sido mais intensos.

Nos Estados Unidos, um atirador matou 49 pessoas numa boate gay em Orlando.

A Turquia, vizinha do conflito na Síria e no Iraque, é um alvo frequente. Em junho, atiradores invadiram o aeroporto de Istambul e mataram 44 pessoas.




Na Europa, ataques coordenados no aeroporto e metrô de Bruxelas deixaram 32 mortos em março.

Na França, em 14 de julho, o motorista de um caminhão matou 84 pessoas em Nice, na França.

E na Alemanha, antes do ataque desta sexta-feira (22), cinco passageiros de um trem foram feridos a machadadas por um rapaz afegão.






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Pokémon Go é "Um Novo Estágio do Totalitarismo e Capitalismo de Vigilância"



O diretor de cinema Oliver Stone acredita que Pokémon Go é uma ferramenta capaz de coletar grandes quantidades de dados sobre seus usuários e representa um passo no sentido de uma "sociedade robô".

O diretor de "Platoon", "Wallstreet" e "JFK" esteve na Comic-Con 2016 em San Diego para discutir seu novo filme "Snowden". Considerando o tema do filme, a coletiva estava discutindo a NSA, a privacidade online e a vigilância do governo. A pergunta de um fã fez Oliver Stone falar mal do mais novo fenômeno mundial: Pokémon Go.

"É um novo nível de invasão", disse Stone sobre o jogo. "Ninguém jamais viu, na história do mundo, algo como o Google. É o negócio que mais cresce sempre, e eles têm investido enormes quantias de dinheiro para aquilo que a vigilância é, que é a mineração de dados. Eles mineram os dados de cada pessoa nesta sala para obter informações sobre o que você está comprando, o que você gosta, e acima de tudo, o seu comportamento." 

-CBS News, Oliver Stone: Pokemon Go is "totalitarism"

Oliver Stone afirma que Pokémon Go é mais um passo no sentido de "capitalismo de vigilância". 

"Pokemon Go vai em direção a isso. Está em toda parte. É o que algumas pessoas chamam de capitalismo de vigilância. É o mais novo estágio", disse ele. "Você verá uma nova forma de sociedade robô, onde eles vão saber como você deseja se comportar e eles vão fazer a maquete que corresponde como você se comporta e vão o alimentar. É o que eles chamam de totalitarismo."

- Ibid.


A coletiva de "Snowden" no Comic-Con 2016 em San Diego. 

Pouco depois do lançamento do jogo, observadores se preocuparam com a enorme quantidade de permissões solicitadas por Pokémon Go após a instalação. O jogo, na verdade, solicitou o acesso completo a contas de usuário do Google no iOS. Embora o desenvolvedor de jogos Niantic afirme ter corrigido esse problema, o aplicativo ainda recolhe enormes quantidades de dados.

Niantic pode recolher - entre outras coisas - o seu endereço de e-mail, endereço de IP, a página da web que você estava usando antes de fazer login em Pokémon Go, seu nome de usuário e sua localização. E se você usar sua conta do Google para fazer login e usar um dispositivo iOS, a menos que você especificamente a revogue, Niantic tem acesso a toda a sua conta Google. Isso significa que a Niantic poderia ler e escrever no seu e-mail, documentos do Google Drive, e muito mais. (Isso também significa que se os servidores Niantic forem hackeados, quem hackeou os servidores terá acesso a toda a sua conta Google. E você pode apostar que essa extrema popularidade do jogo tornou um alvo para os hackers. Dado o número de crianças que jogam o jogo, isso é um pensamento assustador.) Você pode verificar que tipo de acesso a Niantic tem na sua conta do Google aqui.

Ela também pode compartilhar essas informações com outras empresas, incluindo a Pokémon Company, que co-desenvolveu o jogo, "prestadores de serviços terceiros" e "terceiros" para realizar "investigação e análise, perfil demográfico e para outros fins semelhantes". Também, por política, ela pode compartilhar qualquer informação que recolhe com a justiça em resposta a uma reivindicação legal, para proteger seus próprios interesses, ou parar "atividades ilegais, antiéticas ou fraudulentas".

Agora, nenhuma dessas disposições de privacidade são em si únicas. Aplicativos baseados em localização, como o Foursquare ao Tinder fazem coisas semelhantes. Mas Pokémon Go é incrivelmente granular, bloco por bloco de dados de mapas, combinados com a sua crescente popularidade, podem, em breve, tornar-se um dos, gráficos sociais baseados em localização mais detalhados já compilado, se não o mais. 

-Buzzfeed News, "You Should Probably Check your Pokémon Go Privacy Settings"

O senador Al Franken, o líder democrata no Subcomitê no Senado de Privacidade e Tecnologia enviou recentemente uma carta a Niantic expressando preocupações sobre privacidade.

A carta observa que Pokémon Go recolhe informações de perfil e conta, dados de localização e os dados "obtidos através de cookies e web beacons". O jogo também pede permissão para fazer coisas como controle de vibração e impedir o telefone de dormir. Franken quer saber quais informações e funções existem para apoiar e melhorar os serviços, e o que está sendo reunido para "outros fins".

Embora essa versão é sem dúvida impressionante, eu estou preocupado com o tanto que a Niantic pode estar desnecessariamente coletando, usando e compartilhando uma gama de informações pessoais dos usuários sem seu consentimento apropriado". 

-ArsTechnica, Sen. Franken Asks Pokémon Go Creator: Why All The Privacy Problems?

Alguns podem afirmar que um monte de aplicativos já coletam todas essas informações e que não há nada de novo sob o sol. Está correto. Pokémon Go é apenas mais um estágio para o controle de alta tecnologia, onde os usuários são atraídos para locais específicos e são monitorados durante todo o tempo. Em suma, ele é apenas um outro nível do "calor na panela".

Se você soltar um sapo em uma panela de água fervente, ele irá, naturalmente e freneticamente tentar escalar para fora. Mas se você colocá-lo delicadamente em uma panela de água morna e aumentar o calor aos pouquinhos, ele irá flutuar lá muito placidamente. À medida que a água gradualmente se aquecer, o sapo vai afundar em um estado de estupor tranquilo, exatamente como um de nós em uma banheira quente e, em pouco tempo, com um sorriso em sua cara, ele vai sem resistência ser fervido até a morte.



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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Estado Islâmico reivindica massacre de Nice

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Primeiro-ministro francês Manuel Valls, presidente François Hollande e chanceler Jean-Marc Ayrault visitam centro de apoio às vítimas em ParisMais

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou neste sábado o ataque que fez 84 mortos na quinta-feira na cidade francesa de Nice, um massacre cuja magnitude, modo de operação e perfil do autor colocam a França frente a "um novo tipo de atentado".

Na quinta-feira à noite, o tunisiano Mohamed Lahouaiej-Bouhlel semeou o terror ao lançar o caminhão que dirigia contra uma multidão que assistia à queima de fogos de artifício por ocasião do feriado da Queda da Bastilha na Promenade des Anglais. Ele matou 84 pessoas, incluindo dez crianças.

Cinco crianças seguiam neste sábado em estado crítico, incluindo um menino de oito anos que ainda não foi identificado.

O autor do ataque, que o grupo extremista Estado Islâmico apresentou em sua reivindicação como um soldado do EI", parecia até o momento ser um desequilibrado, desconhecido dos serviços de inteligência e que não teria ligações com o Islã radical.

O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, declarou neste sábado que o autor do ataque "parece" ter se "radicalizado muito rapidamente", e falou de "um ataque de um novo tipo", que "mostra a extrema dificuldade do combate ao terrorismo".

O ministro ressaltou que agora, "indivíduos sensíveis à mensagem do Daesh (sigla em árabe do Estado Islâmico) envolvem-se em ações extremamente violentas, sem necessariamente terem participado de combates, sem necessariamente terem sido treinados".

Falhas na segurança?

Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, de 31 anos e motorista de entregas, em vias de divórcio, era conhecido da justiça apenas por fatos "de ameaças, atos de violência, roubo e vandalismo cometidos entre 2010 e 2016".

De acordo com seu pai, ele sofreu de depressão no início dos anos 2000 e não tinha qualquer ligação com a religião.

"De 2002 a 2004, ele teve problemas que causaram um colapso nervoso. Ele ficava irritado, gritava, quebrava tudo na frente dele", disse Mohamed Mondher Lahouaiej-Bouhlel à AFP na frente de sua casa na cidade de Msaken (leste da Tunísia).

Quatro homens próximos do tunisino foram colocados sob custódia. A ex-mulher do homem, morto pela polícia após o atropelamento de famílias inteiras e turistas na famosa Promenade des Anglais, permanecia sob custódia neste sábado de manhã.

Oito meses após os ataques jihadistas de Paris (130 mortos), o país voltou ao luto nacional por três dias, mas desta vez a coesão não se manteve, com vários líderes políticos da direita e da extrema-direita acusando as autoridades de falhas na segurança.

Neste contexto de tensão, o presidente socialista François Hollande reuniu um Conselho de Crise neste sábado e pediu "coesão" e "unidade" na França, denunciando "as tentações de dividir um páis", segundo o porta-voz do governo Stéphane Le Foll.

Muitos jornais questionavam neste sábado como um caminhão frigorífico de 19 toneladas conseguiu entrar na quinta à noite, em meio às comemorações do 14 de julho, em um local reservado aos pedestres e protegido pelas forças de segurança, mobilizadas por um estado de emergência.

Pelo menos 17 estrangeiros também foram mortos no ataque, incluindo três alemães, dois americanos, três tunisianos e três argelinos.

Um minuto de silêncio será observado na segunda-feira às 12h00 (7h00 de Brasília) no país em memória das vítimas.

O presidente francês anunciou a prorrogação por mais três meses do estado de emergência imposto após os ataques de 13 de novembro.

O EI, um grupo ultrarradical sunita que anunciou em 2014 o estabelecimento de um "califado islâmico" em áreas sob seu controle na Síria e no Iraque, realizou ataques mortais em vários países do mundo que deixaram centenas de mortos e feridos.

O grupo extremista lança apelos frequentes para que seus simpatizantes realizem ataques em países envolvidos na coalizão internacional liderada por Washington, que realiza desde setembro de 2014 ataques aéreos contra posições extremistas na Síria e no Iraque.



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