
domingo, 19 de março de 2017
Donos de carnes podres dizem que o povo é feito de trouxa há décadas

Os executivos da BRF e da JBS-Friboi, afirmaram à velha mídia que se entupiu de grana para fazer propaganda da carne podre (veja aqui), que a prática de pagamento de propinas a partidos e políticos é antiga.
Ou seja, em outras palavras, os executivos esfregam na cara de todos que o povo é feito de trouxa há anos, vendo dinheiro liberado pelo BNDES facilmente, para bancar empresas que vendem carnes podres e alimentos da pior qualidade à população, e ainda sustentar ladrões políticos.
Resumindo: os fatos que estão sendo desnudados na últimas horas, se fossem em outro lugar do mundo, o povo já teria moído no cacecete os executivos, as empresas, as TV´s que fizeram propaganda da carne podre e os políticos vagabundos que pegaram dinheiro das empresas de carnes podres para fazer campanha.
Mas, o povo vê tudo isso sendo escancarado na sua cara e não se mexe, espera talvez que salvadores da Pátria ou 'grandes líderes', ou passeios aos domingos resolvam toda a situação.
Lamentável.
E vai piorar por que muita coisa podre aparacerá à partir disso.
FONTE:
Donos de carnes podres dizem que o povo é feito de trouxa há décadas

Os executivos da BRF e da JBS-Friboi, afirmaram à velha mídia que se entupiu de grana para fazer propaganda da carne podre (veja aqui), que a prática de pagamento de propinas a partidos e políticos é antiga.
Ou seja, em outras palavras, os executivos esfregam na cara de todos que o povo é feito de trouxa há anos, vendo dinheiro liberado pelo BNDES facilmente, para bancar empresas que vendem carnes podres e alimentos da pior qualidade à população, e ainda sustentar ladrões políticos.
Resumindo: os fatos que estão sendo desnudados na últimas horas, se fossem em outro lugar do mundo, o povo já teria moído no cacecete os executivos, as empresas, as TV´s que fizeram propaganda da carne podre e os políticos vagabundos que pegaram dinheiro das empresas de carnes podres para fazer campanha.
Mas, o povo vê tudo isso sendo escancarado na sua cara e não se mexe, espera talvez que salvadores da Pátria ou 'grandes líderes', ou passeios aos domingos resolvam toda a situação.
Lamentável.
E vai piorar por que muita coisa podre aparacerá à partir disso.
FONTE:
ATENÇÃO: União Europeia pede reunião de emergência com o Brasil sobre fraude da carne
Adido agrícola quer esclarecimentos sobre operação da Polícia Federal

(Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)
Em entrevista exclusiva ao diretor de redação da Globo Rural, Bruno Blecher e ao jornalista Fernando Andrade, da Rádio CBN, na tarde desta sexta-feira (17/3), o ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi, disse que hoje cedo já recebeu uma ligação do adido da União Europeia no Brasil para uma reunião de emergência.
Maior consumidor mundial da carne brasileira, a UE quer esclarecimentos sobre a operação Carne Fraca da Polícia Federal. Maggi disse que ainda não marcou data, mas o encontro deve ocorrer até segunda-feira.
O ministro da Agricultura disse que conversou por telefone com membros da diretoria da BRF, uma das gigantes do setor de carnes que está envolvida no escândalo desvendado pela Polícia Federal.
“Conversei hoje por telefone com Pedro, da BRF, e com Abílio Diniz, presidente do conselho da empresa, e disse a eles da minha preocupação e da transparência que vou tratar esse assunto. Eles me garantiram que têm procedimentos internos para tratar disso e que há quatro anos não têm notícias de desvio desse tipo de conduta e que vão trabalhar em conjunto para esclarecer tudo isso”, disse o ministro.
Com a JBS, Maggi disse não ter tido contato sobre o assunto. “A BRF se mostrou muito mais preocupada nesse momento, não só com o nome mas com o complexo do negócio mundo afora. Esse problema afeta e afetará a todos nós. Não sei dizer nem qual a consequência disso. Vamos ter problemas, mas vamos trabalhar para minimizar o máximo. Temos um sistema robusto e que é validado por compradores internacionais. O sistema é bom, rígido, porém falha quando as pessoas se corrompem. É lamentável o que aconteceu”, disse Maggi.
Visivelmente indignado com as revelações da Polícia Federal, Maggi falou que a notícia coloca em xeque o maior negócio do Brasil, que é o agronegócio. “Fico extremamente desapontado. As próprias indústrias devem ser controladoras e defender o maior capital dels, que é a qualidade do produto”, disse.
FONTE:
Operação da PF em frigoríficos coloca carne brasileira sob suspeita
Casos relatados em investigação envolvem algumas das maiores empresas do mundo
Frigoríficos pagavam fiscais para continuar operações fora da leiRogério Cassimiro/Folhapress - 26.08.2008
As denúncias de que grandes frigoríficos brasileiros — pertencentes a algumas das maiores empresas do ramo no mundo — estavam pagando propina para manter produção irregular põem a carne brasileira sob suspeita, tanto de consumidores domésticos quanto de exportadores.
A Polícia Federal investigou cerca de 40 empresas. Nesta sexta-feira (17), quando foi deflagrada a Operação Carne Fraca, o delegado responsável, Maurício Moscardi Grillo, destacou que em todas elas "tinham problemas sérios".
— É possível que a gente tenha consumido produtos de baixa qualidade, no mínimo. Senão estragada, de qualidade inferior àquela que deveria ter sido fornecida.
Multinacionais como a JBS (dona das marcas Friboi, Seara e Swift) e a BRF (dona da Sadia, Perdigão) são citadas nas investigações. Leia posicionamento das empresas abaixo.
A Polícia Federal chegou a pedir o fechamento de uma unidade da BRF em Mineiros (GO), mas que foi indeferida pelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva. Antes de qualquer decisão desse tipo, ele preferiu remeter o tema ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
Os investigadores interceptaram ainda, com autorização da Justiça, ligações de um diretor da BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão), André Baldissera, sobre a necessidade de intervir no Sipoa-GO (Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal em Goiás) para evitar a interrupção das operações da empresa em Mineiros.
Parte da denúncia envolvendo a BRF em Goiás envolve ainda a exportação de carne de peru contaminada.
Em conversa do executivo da BRF com interlocutores, ele fala sobre uma carga de 18 toneladas que foi devolvida por autoridades sanitárias europeias, por estar contaminada com salmonella.
A salmonella é responsável por causar problemas gastrointestinais, como a infecção alimentar, que tem como sintomas febre, diarreia e vômito.
"Chega a causar náuseas a naturalidade com a qual ambos tratam a destinação a ser dada para a carne podre, com salmonela e altamente imprópria para consumo - colocar no digestor [para fazer ração] ou fazer mortadela", diz o juiz.
O magistrado ainda cita outro detalhe da investigação que aponta que a BRF teria decidido que "a carga seria então vendida 'para outros lados'".
O diretor de relações institucionais e governamentasi da BRF, Roney Nogueira dos Santos, foi preso preventivamente hoje. Já o vice-presidente, José Roberto Pernomian Rodrigues, foi levado pelos agentes para prestar depoimento.
Ao longo da investigação foi apurado que frigoríficos pequenos e grandes, como Seara (JBS) e BRF (Sadia e Perdigão) cometeram diversas irregularidades.
Porém, o despacho judicial destaca que (nem todos cometem todas as irregularidades adiante): reembalagem de produtos vencidos; excesso de água; inobservância da temperatura adequada das câmaras frigoríficas; assinaturas de certificados para exportação fora da sede da empresa e do Mapa, sem checagem in loco; venda de carne imprópria para o consumo humano; uso de produtos cancerígenos em doses altas para ocultar as características que impediriam o consumo pelo consumidor.
Em um caso ainda mais assustador, os donos do frigorífico gaúcho Peccin, falam sobre usar cabeça de suíno para produzir linguiça calabresa, o que eles mesmo admitem ser proibido.
"A conclusão a que se chega é a de que a menor das preocupações que possuem é a de inspecionar a adequação aos parâmetros de qualidade dos produtos que depois serão consumidos por brasileiros e, nos casos de exportação, por estrangeiros. A finalidade principal evidenciada nos relatórios policiais de monitoramento telefônico é a de obter benefícios pessoais de todas as espécies dos 'fiscalizados'. Vão de somas maiores e menores de dinheiro e passam por caixas de carnes, frango, pizzas, ração para animais, embutidos, favores diversos (de obtenção gratuita de botas e roupas de trabalho a apoio para familiar fazer teste em ecola de futebol), viagens, etc.", diz o juiz federal no despacho.
O delegado da PF, no entanto, ressalta que alguns dos fiscais corruptos que permitiam que empresas operassem na ilegalidade não tinham coragem de consumir as cestas de produtos que ganhavam.
Outro lado
A JBS diz que três unidades (duas no Paraná e uma em Goiás) foram alvos da operação de hoje. Um veterinário da empresa, cedido ao Ministério da Agricultura também teve ordem judicial expedida contra ele.
"A JBS no Brasil e no mundo adota rigorosos padrões de qualidade, com sistemas, processos e controles que garantem a segurança alimentar e a qualidade de seus produtos. A companhia destaca ainda que possui diversas certificações emitidas por reconhecidas entidades em todo o mundo que comprovam as boas práticas adotadas na fabricação de seus produtos", diz a multinacional em nota.
Ainda no comunicado, a empresa afirma que "repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou comercialização - e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos".
A BRF informou por nota que "assegura a qualidade e a segurança de seus produtos e garante que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países em que atua". A companhia ainda declarou que está colaborando com as autoridades e que "possui rigorosos processos e controles e não compactua com práticas ilícitas".
FONTE:
sexta-feira, 3 de março de 2017
Líderes da UE irão voltar-se para o PAPA FRANCISCO sobre planos para relançar o bloco em dificuldades, conclamando INTERVENÇÃO DIVINA
Líderes europeus devem realizar um encontro histórico com o Papa no final deste mês, quando se dirigirem a Roma para desvendar seus planos de fazer ou quebrar para reavivar a UE em dificuldades.
Os chefes de Bruxelas esperam que o Pontífice possa fornecer-lhes a "liderança" que lhes falta para ajudar a resolver as crises debilitantes que destroem o bloco.
Os 28 chefes de governo vão se reunir com o papa Francis no dia 24 de março, um dia antes de todos se reunirem na capital italiana para comemorar o 60º aniversário da UE e lançar seu "renascimento".

Um funcionário do think tank pro-UE disse que, com Barack Obama partido da Casa Branca, o chefe da Igreja Católica era a "única autoridade moral" que os políticos europeus tinham deixado de seguir.
A notícia de que os homens e mulheres mais poderosos da UE estão buscando a intervenção divina do Papa pode levantar as sobrancelhas entre os críticos que sentem que não têm respostas para os crescentes problemas do bloco.

GETTYJoseph Muscat disse que o Pontífice pode fornecer conselhos de "liderança"

GETTYJean-Claude Juncker vai revelar o seu plano para o futuro da UE mais tarde hoje
Mais tarde, o chefe da Comissão, Jean-Claude Juncker, vai revelar um histórico documento branco que apresenta cinco "caminhos para a unidade" para o futuro do projeto, numa tentativa desesperada de mudar a sorte.
Fontes da UE disseram que o documento seria uma "certidão de nascimento para a UE aos 27 anos" e marcaria as primeiras tentativas de reforma de Bruxelas sem a Grã-Bretanha como um jogador-chave.
E agora os diplomatas disseram à EurActiv que os líderes da UE vão discutir os planos com o Papa Francisco em Roma antes de realizar seu próprio debate aceso sobre qual "caminho" para escolher.
Espera-se que as opções vão desde a redução das obrigações de Bruxelas, embora não devolva necessariamente mais poderes aos Estados-Membros, até à criação de um super-Estado europeu.
No início desta semana, Joseph Muscat, primeiro-ministro de Malta, que atualmente detém a presidência rotativa da UE , levantou a perspectiva de consultar o Papa sobre qual caminho seguir.
Ele disse aos delegados em uma conferência em Valetta que o Pontífice poderia "fornecer liderança que os políticos percam", enquanto o bloco enfrenta crises tão variadas quanto a migração, o terrorismo, a instabilidade econômica e a Brexit.
Ele acrescentou: "Eu acho que ele [o Papa Francis] é o líder mundial que, nas circunstâncias, tem as habilidades e a visão para dizer coisas que transcendem as evidências e banalidades que todos dizemos na política".

REUTERS
O papa Francis recebe um papagaio de um performer do circo dourado durante sua audiência geral de quarta-feira no salão de Paul VI no Vatican
O Pontífice já fez o que foram interpretados por muitos como comentários pró-UE em discursos, e até mesmo dirigiu-se aos parlamentares no parlamento em um discurso histórico em 2014.
Em seguida, ele chamou Bruxelas de "um tanto idoso e abatido" e disse que precisava de nova energia e ímpeto se fosse voltar a se envolver com votos e aumentar sua popularidade.
Ele disse: "As grandes idéias que uma vez inspiraram a Europa parecem ter perdido sua atração, apenas para ser substituída pelos tecnicismos burocráticos de suas instituições".
Mais recentemente, o Papa criticou a falta de unidade no centro do projecto da UE e, em particular, a sua posição em matéria de migração, perguntando num discurso no ano passado: "O que aconteceu com você, a Europa do humanismo, o campeão dos direitos humanos , Democracia e liberdade? "
FONTE:
OPERAÇÃO INFANTICÍDIO: Países se unem para criar fundo internacional de aborto seguro
Reunião é uma resposta a Trump, que decidiu eliminar o financiamento que os EUA davam a agências de planejamento familiar e aborto.
Fundo deverá compensar o corte de US$ 600 milhões às ONGs especializadas em aborto (Foto: Cathal McNaughton/ Reuters)
Cerca de 40 países participarão de uma conferência em Bruxelas na próxima quinta-feira para apoiar e financiar a criação de um fundo internacional de aborto seguro que pretende atuar o corte financeiro a esse tipo de programa feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O encontro internacional é uma resposta a Trump, que decidiu eliminar o financiamento que os EUA davam a uma série de agências de planejamento familiar e aborto que ajudavam milhões de mulheres em países em desenvolvimento.
"É fantástico que tantos países mostrem seu compromisso com as mulheres e meninas, que agora provavelmente já não terão acesso à educação sexual, à anticoncepcionais, ao cuidado na maternidade ou ao aborto segura", disse a ministra de Cooperação da Holanda, Lilianne Ploumen, que propôs a criação do fundo.
O fundo proposto por Ploumen deverá compensar o corte de US$ 600 milhões às ONGs especializadas no tema.
"É preciso atenuar essa lacuna como for possível. Não podemos abandonar essas milhões de mulheres e meninas. Com uma ampla coalizão internacional, poderemos ir muito longe", disse a ministra.
Já confirmaram participação no encontro vários países europeus, africanos e asiáticos como, por exemplo, Bélgica, Luxemburgo, Suécia, Finlândia, Canadá, Quênia, Etiópia, Moçambique, Vietnã, Nepal e Japão. A Holanda, como promotora da iniciativa, se comprometeu a fornecer 10 milhões de euros ao fundo.
Além dos governos, participarão da conferência internacional ONGs, fundações privadas e empresas de diferentes países;
Segundo diferentes órgãos, o corte de Trump permitirá 6,5 milhões de gestações não desejadas, 2,2 milhões de abortos inseguros, e a morte de 21,7 mil mães jovens durante os próximos quatro anos.
FONTE:
Papa Francisco reduz pena de padres pedófilos e causa revolta
Uma vida de "penitência e orações", essa foi uma das penas dadas pelo Papa Francisco a sacerdotes que cometeram pedofilia e já foram condenados por abuso sexual na Itália. Críticos alegam excesso de misericórdia, enquanto os defensores afirmam se tratar de "cura e graça"
Vítimas de pedofilia estão revoltadas com o Papa Francisco, após denúncia de que ele estaria aliviando as penas de sacerdotes da Igreja Católica que cometeram abusos sexuais. Sob o argumento de misericórdia e graça, o Pontífice que outras vezes já se posicionou radicalmente contra os escândalos sexuais da igreja, agora parece aliviar o tom, aderindo a concepção de que a pedofilia seria uma “doença”.
O sacerdote italiano Mauro Inzoli, condenado pela justiça devido abusos contra crianças menores de 12 anos, foi um dos que receberam a clemência do Papa Francisco, segundo informações da agência Associeted Press, onde o jornalista especializado em escândalos sexuais no Vaticano, Mitch Weiss, também escreve.
Invés de ser excomungado, Mauro Inzoli recebeu do Papa Francisco a “pena” de afastamento dos trabalhos públicos e uma vida de penitência e orações. Ele, segundo a matéria publicada no jornal O Globo, é apenas um exemplo entre outros que apelaram para os discursos de “misericórdia” de Francisco para obter a clemência papal após terem cometido abusos sexuais.
Os críticos do Papa, incluindo alguns dos seus conselheiros, alegam que aliviando as penas dos sacerdotes pedófilos da Igreja Católica o Papa Francisco pode estar abrindo um precedente perigoso; “Com toda esta ênfase na misericórdia … ele está criando o ambiente para tais iniciativas”, disse uma das fontes anônimas da investigação, comparando ao Papa anterior, Bento XVI, considerado mais rígido, chegando a excomungar cerca de 800 sacerdotes.
Em uma carta divulgada no segundo dia deste ano, porém, o Papa Francisco demonstrou rigor contra os casos de abuso, como vemos a seguir:
“Tomemos a coragem necessária para implementar todas as medidas e proteger em tudo a vida de nossas crianças, para que tais crimes não se repitam mais. Assumamos clara e lealmente a consigna ‘tolerância zero’ neste assunto”, diz o trecho em publicação no G1.

Os defensores de Francisco alegam que a clemência e o alívio das penas retrata a postura cristã de misericórdia, “cura e graça”, mesmo para os que cometeram crimes hediondos;
“O Santo Padre entende que muitas vítimas e sobreviventes podem avaliar de forma dura qualquer sinal de misericórdia nesta área. Mas ele sabe que a mensagem do evangelho de misericórdia é, em última instância, uma fonte de poderosa cura e de graça.”, disse o porta-voz do Vaticano Greg Burke.
FONTE:
Marina Mahathir: Malásia submetida a 'colonialismo árabe'

DatinPaduka Marina Mahathir criticou a "arabização" do Islã na Malásia, em meio à institucionalização e ao conservadorismo crescente do país. A fé aqui.
O ativista social apontou que é muito difícil encontrar tradicional "baju Melayu" para as mulheres durante Hari Raya como trajes árabes como caftans, que são longas túnicas, tornou-se mais popular em vez ao longo dos anos.
"Isso é apenas arabização. Nossa cultura - é colonialismo, colonialismo árabe ", disse Marina Malay Mail Online em uma entrevista recente aqui.
"Kaftans são fáceis de usar. Mas o que aconteceu com a nossa tradição, cultura, tudo? Ela está perdida ", lamentou, ressaltando que as mulheres malaias com menos de 50 anos geralmente não sabem amarrar a saia do" baju kurung "para que caia em pregas e facilite a entrada.
O filho mais velho do ex-primeiro-ministro Tun Dr Mahathir Mohamad disse que o maior problema do Islã na Malásia é o medo do conhecimento da própria religião.
"O Islã tem uma história intelectual muito forte, mas não há nenhum intelecto na forma como o Islã é ensinado aqui. Somos ensinados rituais; Não somos ensinados sobre os grandes pensadores e diferenças entre eles ", disse ela.
"Quando você lê a história do Islã quando caiu pela primeira vez, tratou-se de acabar com o tribalismo ... mas agora você tem essa coisa em que você está querendo ir para uma tribo, ou então, as outras tribos, mesmo que Todos são oficialmente muçulmanos, não são permitidos ", acrescentou.
A denominação sunita é a ideologia predominante na Malásia e qualquer outra escola de pensamento islâmico, incluindo os xiitas, é considerada desviante.
Marina também criticou as autoridades por "inventar novos inimigos o tempo todo", questionando um ministro para dizer aos muçulmanos que cuidassem do "Alcorão" pouco depois que o Dr. Mahathir disse que o Alcorão é supremo e que os hadiths, que são ditos atribuídos ao Profeta Muhammad, Depois do livro sagrado.
"É um novo" ismo ". Liberalismo, pluralismo, comunismo, feminismo, Coranismo. Mas racismo, fascismo, eles não incluem ", disse ela.
Os sermões de sexta-feira sancionados pelo governo advertiram repetidamente a comunidade muçulmana predominante contra filosofias como o liberalismo eo pluralismo.
Marina acertou as chamadas repetidas do governo para que os muçulmanos se unissem e se conformassem, afirmando que não permite espaço para a individualidade, enquanto as mulheres muçulmanas são criticadas quando vão contra a norma, citando a controvérsia do concerto do K-pop onde meninas muçulmanas em lenços Abraçou os artistas coreanos, a jornalista feminina BFM que questionou hudud e mulheres em tudung tocando caninos em um controverso evento pet-a-dog.
"As mulheres sempre são atacadas", disse a ativista pelos direitos das mulheres.
"Os caras fugir porque você não pode realmente dizer, a menos que eles estão em um kopiah e barba e eles estão tocando um cão", acrescentou.
FONTE:
Elijah Wood: Hollywood é executado por um poderoso ANEL DE ELITE PEDÓFILA
O ator Elija Wood se apresentou para expor a verdadeira natureza da pedofilia de Hollywood, alegando que toda a indústria é administrada por um poderoso anel pedófilo que está protegido por laços de elite em Washington. A mulher de 35 anos disse que Hollywood está no domínio de uma criança Escândalo de abuso sexual que envolve "figuras muito poderosas" que são protegidas por conexões políticas "bem no topo".

A ex-estrela infantil, que fez sua estréia em Back To The Future II aos 8 anos, disse que teve sorte de ser protegida por sua mãe quando chegou a Hollywood e não participou dos tipos de festas onde os pedófilos iriam Orar pelos jovens atores. Corey Feldman revelou recentemente suas experiências como uma estrela infantil em Hollywood e descreveu como ele e seu melhor amigo, Corey Haim, foram molestados por "poderosos homens mais velhos" que cercavam crianças "como abutres" em festas organizadas por Tinsel Cidade elites.Feldman atributos molestation Haim a sua bebida e fome alimentado demise que levou à sua eventual morte.Elija Wood afirma que o escândalo de Hollywood está em uma escala semelhante à de Jimmy Savile no Reino Unido, em que a estrela de TV anterior, Que tinha um relacionamento íntimo com a Família Real Britânica, não era apenas um pedófilo serial que havia abusado literalmente de centenas de crianças, mas também era um procurer de crianças para anéis de pedofilia de elite. "Vocês todos cresceram com Savile - Jesus, deve ter sido devastador", disse ele ao Sunday Times."Claramente algo importante estava acontecendo em Hollywood. Tudo estava organizado "." Há muitas víboras nesta indústria, pessoas que só têm seus próprios interesses em mente ", acrescentou. "Há uma escuridão na barriga - se você pode imaginar, provavelmente aconteceu."Na semana passada, centenas de prisões foram loucas por toda a Califórnia em um enorme busto pedófilo para reprimir o tráfico de seres humanos. Embora pareça que as autoridades agora parecem A tomar uma atitude ativa contra esses traficantes de abuso sexual infantil, Alguns temem que as "figuras poderosas" no topo da cadeia permanecerão protegidas da acusação.Wood disse que o abuso prevalece porque as vítimas são incapazes de falar tão alto quanto os que estão no poder. "Essa é a tragédia de tentar revelar o que está acontecendo com pessoas inocentes", disse ele. "Eles podem ser esmagados, mas suas vidas foram irreparavelmente danificadas."
Fontes:
http://www.neonnettle.com/news/1888-elijah-wood-hollywood-is-run-by-a-powerful-elite-pedophile- anel
DITADURA GAY MUNDIAL: Disney exibe primeiro beijo gay de desenho animado
Cena de beijo entre casais formados por homens (e por mulheres) apareceu em episódio da série 'Star vs. as Forças do Mal', do Disney Channel, nos EUA.
Cena do episódio Just Friends ("Apenas amigos"), da animação "Star vs. as Forças do Mal". (Foto: Reprodução/Disney)
O Disney Channel exibiu nos Estados Unidos o primeiro beijo gay em um desenho animado produzido pela Disney. Quem deu a notícia em primeira mão foi o site da "Attitude", revista de cultura pop mais voltada para o público gay.
Além de um beijo entre dois homens, há beijos de outros casais formados por homem e mulher; ou só por mulheres. Os beijos fazem parte de um número musical chamado "Apenas amigos".
Segundo a "Attitude", o episódio causou controvérsia entre os jovens americanos, mas por outro motivo: "muitos ficaram desapontados porque Star e Marco não ficaram juntos no final".
FONTE:
Novo Templo de Salomão aparece no lugar do Monte do Templo, em mapa
Novo Templo de Salomão é reconstruído em terceira dimensão e aparece no Google Maps no lugar do Monte do Templo. A iniciativa visa dar a oportunidade de turistas visitarem virtualmente o lugar que é um dos símbolos proféticos do Apocalipse
O novo Templo de Salomão pode ser visto no Google Maps, aparecendo no lugar do Monte do Templo, após um estudante israelense chamado Elyasaf Libi, junto com outros colaboradores, resolver reconstruir o templo virtualmente em 3D, para dar a oportunidade de pessoas de todo mundo fazem uma excursão virtual no que seria o Terceiro Templo de Salomão, associado às profecias do Apocalipse.
Com a ajuda do programador de computação Yehudah Vinograd, especialista em criação de jogos 3D, Elyasaf Libi conseguiu recriar em terceira dimensão o ambiente do Templo de Salomão utilizando dados arqueológicos e históricos, além de aplicativos para aumentar a interatividade dos visitantes virtuais.
“Devido à riqueza de informações e a profundidade do estudo já feito, foi realmente mais fácil para reproduzir do que um projeto teórico que nunca havia sido realmente construído”, disse Vinograd em publicação no site Breaking Israel News.
Vinograd se refere aos dados históricos existentes, que tratam a construção do Templo de Salomão, no passado, como algo, de fato, arqueologicamente comprovado. Foi com base nesses dados que eles conseguiram reconstruir de forma relativamente fácil o que seria o terceiro Templo Sagrado.
“Eu nomeei o projeto de ‘Har Habayit B’Yadenu‘ (O Monte do Templo está em nossas mãos). Esta é a frase que o exército de Israel utilizou para anunciar que haviam conquistado o Monte do Templo, mas eu vi isso como tendo um significado mais profundo. A capacidade de reconstruir o Templo realmente está totalmente em nossas mãos, e só precisamos querer fazer acontecer.”, disse Elyasaf.
Recentemente publicamos que a convocação a judeus de todo o mundo para reconstrução do Templo em Jerusalém é vista como sinal do Apocalipse, e ao que parece, a recriação em 3D do Templo Sagrado reforça esse conceito bíblico, especialmente dos cristãos.
“Somos abençoados por viver em uma época em que a tecnologia pode ajudar-nos a imaginar as coisas de uma maneira poderosa. Eu queria usar esse poder para ajudar a trazer o Templo de volta”, acrescentou Eluasaf, explicando que apesar do Google, provavelmente, excluir em algum tempo os dados no “Maps” devido aos conflitos políticos com a Palestina, vale a pena manter a expectativa da reconstrução do novo Templo de Salomão.
Fonte:
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Conferência: "Israel é uma ameaça para a Palestina e para o mundo"
A 6ª Conferência Internacional de Apoio à Intifada Palestina, que decorreu em Teerã, nos dias 21 e 22, ficou marcada pela expressão veemente de solidariedade para com a resistência palestina à ocupação israelita.

6ª Conferência Internacional de Apoio à Intifada Palestina
Na jornada de encerramento do encontro, em que participaram cerca de 700 representantes de mais de 80 países e de organizações de defesa dos direitos dos palestinos, o presidente iraniano, Hassan Rohani, dirigiu-se aos presentes para sublinhar que "os líderes ocidentais cometeram um erro estratégico, há 70 anos, ao fundarem um regime falso para lograrem os seus objectivos expansionistas na região".
O mandatário iraniano disse ainda que não haverá uma paz justa e duradoura no Médio Oriente até que a Palestina seja libertada e que os direitos dos palestinos sejam respeitados, neles se incluindo o regresso de todos os refugiados à sua pátria e a criação de um Estado palestino, que tenha Jerusalém como capital, através de um referendo em que participem todos os residentes nesse território, sejam muçulmanos, cristãos ou judeus, informam a HispanTV e a PressTV.
Rohani, que recordou como a "ocupação das terras na nação oprimida da Palestina" trouxe consequências "devastadoras para a paz e a segurança" no mundo, lançou o alerta para as tentativas de recrutamento, por parte de Israel, de novos aliados no seio do mundo árabe.
"O regime sionista ocupante [de Israel], numa tentativa de normalizar a sua situação, referiu-se pela primeira vez a certos países árabes como seus aliados contra a frente de resistência, em vez de os apontar como seus inimigos", disse o chefe de Estado iraniano, citado pela PressTV.
Neste sentido, Rohani avisou que a normalização de relações entre alguns dos países árabes e Israel significaria virar as costas, abandonando-os ao esquecimento, a todos os crimes cometidos por Israel na Palestina e noutros países muçulmanos.
Unidade e resistência
Na declaração final da conferência, os participantes destacam a necessidade de pôr fim às sete décadas de ocupação israelita, apelam a uma maior unidade entre os palestinos e sublinham que a resistência é o único caminho.
"Ressaltamos a continuidade dos esforços para pôr fim a sete décadas de regime de ocupação, garantir a integridade territorial da Palestina desde o mar até ao rio e estabelecer um Governo palestino em Al-Quds (Jerusalém)", lê-se no texto.
Condenando os esforços de judaização de Jerusalém e a manipulação sistemática dos seus símbolos e identidade, o documento deixa também expressa a condenação ao apoio dos EUA a Israel, bem como a uma possível mudança da Embaixada norte-americana para Jerusalém.
Num outro ponto, a declaração enaltece a tomada de posição recente de organizações internacionais sobre a política expansionista dos colonatos israelitas, que viola o direito internacional e deita mais lenha para o fogo do "conflito". À comunidade internacional, os participantes pedem maior firmeza na pressão sobre Israel, de forma a acabar com a sua "desumanidade" nos territórios ocupados, em que se incluem os "assassinatos selectivos" e as "expulsões" dos palestinos.
Fonte: AbrilAbril
Israel negará vistos a membros da ONG Human Rights Watch
Autoridades israelenses acusam a ONG de parcialidade: "não é realmente uma organização de defesa dos direitos humanos"

Colonos israelenses no assentamento de Itamar, leste de Nablus, na Cisjordânia (Reuters)
O governo de Israel deixará de conceder vistos de trabalho aos membros estrangeiros da Human Rights Watch (HRW), uma das mais renomadas organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, acusando a ONG de parcialidade. A informação foi dada pela HRW e confirmada pelo ministério israelense das Relações Exteriores.
A HRW, que divulgou vários relatórios críticos sobre a ocupação israelenses dos territórios palestinos, solicitou há vários meses um visto para o novo diretor de seu escritório para Israel e Palestina, Omar Shakir, que tem cidadania americana.
No dia 20 de fevereiro, as autoridades israelenses afirmaram que o pedido foi rejeitado porque a HRW “não é realmente uma organização de defesa dos direitos humanos”, afirma um comunicado da ONG com sede em Nova York.
FONTE:
São dois os países que podem 'sepultar' a União Europeia

A União Europeia precisa de mudanças estruturais radicais devido à ação crescente dos movimentos populistas de direita e também por causa da arrogância de alguns países-membros do bloco, escreve a edição austríaca Die Presse.

'Bruxelas não está pronta para realizar estas reformas, pois quem decide é a "velha guarda" e a geração mais jovem não tem direito de votar, frisa o autor do artigo. Porém, apesar da crítica justificada em relação às "autoridades indolentes da União Europeia", o problema real é outro. Alguns países da UE representam um perigo verdadeiro para o futuro da união.
"No caso da União Europeia, o peixe apodrece não pela cabeça, como diz o provérbio popular, mas, neste caso, por algumas capitais europeias", opina o autor. De acordo com ele, a integração do bloco europeu está em perigo por causa da Hungria e da Polônia, entre outros.
"Se Viktor Orban [premiê húngaro] afirma que seu país está sob ataques por parte da UE e a Polônia ignora de modo permanente e deliberado as críticas de Bruxelas, isto significa que estes países podem se tornar verdadeiros coveiros da ideia europeia", escreve Gerhard Bitzan no seu artigo para o Die Presse.
Segundo a opinião do jornalista, na Europa está em crescimento a "mesquinhez nacionalista" porque a cada dia os países da união pensam mais na sua própria prosperidade, quer política, quer econômica.

Uma solução para a UE são reformas radicais, por exemplo, a sua divisão em duas partes. O autor propõe criar uma Europa com "a duas velocidades de desenvolvimento": dividi-la entre os que aspiram à unidade europeia e os que não querem colaborar. O segundo grupo continuaria fazendo parte da UE, mas com menos direitos e obrigações. Não se especifica no artigo qual dos dois grupos vai se desenvolver mais rápido.
Segundo o jornalista austríaco, este plano permitirá criar uma nova União Europeia. É pouco provável que esta ideia seja realizada, considera Gerhard Bitzan, mas a alternativa a esta ideia será trágica.
FONTE:
Parlamentares brasileiros viajam para Israel a convite de "organizações sionistas"
Para ativista, viagem é parte da tentativa de normalizar a atual situação do processo de paz estabelecido em 1993

Senadores Jorge Viana e Humberto Costa do PT, Kátia Abreu (PMDB), Ana Amélia (PP) e Ricardo Ferraço (PSDB) no Knesset, Parlamento israelense / Reprodução / Facebook Kátia Abreu
Uma comitiva de senadores e deputados brasileiros se encontra em Israel nesta semana a convite de organizações ligadas ao Estado de Israel. Os senadores Jorge Viana (PT-AC), Humberto Costa (PT-PE), Kátia Abreu (PMDB-TO), Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Ana Amélia Lemos (PP-RS) e os deputados Eduardo Cury (PSDB-SP), Bruna Furlan (PSDB-SP) e Pedro Vilela (PSDB-AL) viajaram a Israel no último domingo (19) e passaram a semana conhecendo programas do governo israelense, além de terem se encontrado com representantes de Israel e da Palestina.
A viagem é parte do Project Interchange, um instituto educacional do AJC, sigla em inglês para Comitê Judaico Norte-Americano. O AJC é uma organização sionista – que defende Israel como um Estado judaico – e, por meio do Project Interchange, leva atores internacionais como políticos e jornalistas ao país para conhecer a sociedade israelense e “as importantes contribuições de Israel em suas áreas de atuação”. Desde 1982, quando foi fundado, o projeto já levou à região “aproximadamente 6 mil vozes influentes de mais de 100 países”, segundo seu site, e em 1992 passou a fazer parte do AJC.
O convite aos parlamentares brasileiros foi feito pela Confederação Israelita do Brasil (CONIB), a Federação Israelita de São Paulo (FISESP) e o Instituto Arthur e Rochelle Belfer para Assuntos Latino-Americanos, braço do AJC na América Latina.
Desde segunda-feira (20), senadores e deputados da comitiva têm compartilhado fotos e relatos da viagem em suas redes sociais. A comitiva brasileira se encontrou com jornalistas, ministros e parlamentares israelenses, assim como representantes da ANP (Autoridade Nacional Palestina), e foi até a fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, território palestino que vive sob bloqueio de Israel desde 2007 e que observaram desde um voo panorâmico.

Reprodução / Facebook Kátia Abreu
Para Arturo Hartmann, membro do movimento Palestina Para Todos, tais viagens, financiadas por instituições voltadas para a defesa do Estado de Israel, são parte da tentativa de normalizar a atual situação do processo de paz estabelecido em 1993 com os Acordos de Oslo. Os acordos estabeleceram a criação da ANP, que viria a controlar os territórios palestinos ocupados por Israel, e o reconhecimento palestino do Estado israelense – mas não estabeleceram a criação de um Estado palestino independente.
Segundo o ativista afirmou a Opera Mundi, tal processo, que tinha o objetivo de resolver a questão palestina, acabou determinando “novas formas de domínio e controle de Israel dos territórios ocupados”. A própria criação da ANP, diz ele, permitiu a Israel mediar “o controle e policiamento da população palestina”. “É uma forma de governo sem soberania. Os palestinos não têm nada para ceder, só o controle da própria população”, afirma, visto que Israel controla o acesso aos territórios palestinos e tem intensificado a expansão de colônias judaicas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
“Monta-se uma estrutura muito maior e se solapa uma das maiores agendas da esquerda mundial [a libertação e independência palestina], com a participação de civis e autoridades internacionais, como essa viagem”, critica Hartmann, acrescentando que tais expedições buscam “normalizar a ocupação e a etnocracia”: “Israel se vende como uma democracia, mas vários mecanismos internos garantem que permaneça um Estado judeu de maioria demográfica judaica, com privilégios que se dão em detrimento de outras populações, como a palestina”, afirma.
A assessoria do senador Jorge Viana (PT-AC) disse a Opera Mundi que o parlamentar não vê problemas em viajar a convite de organizações engajadas na defesa do Estado de Israel, e ressaltou que o senador "não é contra a Palestina".
O senador Humberto Costa disse a Opera Mundi que respeita a visão de Arturo Hartmann, mas que “discorda frontalmente dela”. “A viagem não se insere nesse contexto e, ainda que se inserisse, não seria capaz de mudar minhas convicções sobre a urgente necessidade da criação e reconhecimento mundial de um Estado Palestino”, afirmou. Segundo Costa, a expedição “se insere em um contexto de diplomacia parlamentar como qualquer outra, em que congressistas brasileiros trocam experiências com suas contrapartes e conhecem experiências de outras nações”.
Ele também afirmou que sua viagem não foi financiada pelas organizações que fizeram o convite e que sua “missão oficial é custeada pelo Senado Federal, como membro daquela Casa”. No entanto, segundo confirmaram assessores dos parlamentares a Opera Mundi, as outras viagens se dão por conta do Project Interchange, como tem destacado a senadora Ana Amélia (PP-RS) em seus posts no Facebook.
Questionado sobre com que políticos israelenses e palestinos ele se reuniu, Humberto Costa afirmou que a comitiva brasileira se encontrou, do lado de Israel, com Manuel Trachtenberg, parlamentar do Partido Trabalhista – de oposição ao governo de Benjamin Netanyahu –, Yuval Schteinetz, do partido governista Likud, e Modi Efraim, diretor adjunto do Departamento de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores de Israel.
Do lado palestino, a comitiva se encontrou com Rami Hamdallah, primeiro-ministro da ANP, e com o empreendedor Shadi Atshan. Segundo o senador Costa, com os israelenses, “a questão da ocupação dos territórios palestinos e as medidas do governo israelense em relação aos árabes foram tratadas por nós”, assim como, com os palestinos, “tratamos, entre outros temas, da questão do Estado Palestino e da ocupação de Israel por meio de assentamentos”.
Hartmann diz ser interessante que a comitiva brasileira visite território palestino ocupado e se encontre com autoridades palestinas. Segundo ele, porém, “há que se ter cuidados” com a contradição entre “realidade e representação” que envolve essas atividades, com a justificativa do encontro “com opressores e oprimidos”.
“Assim como a sociedade israelense, a sociedade palestina não é homogênea. Representantes da ANP têm posição de privilégio dentro da sociedade palestina”, diz o ativista, lembrando que estes têm permissão especial para entrar e sair de Israel e dos territórios palestinos, coisa que a enorme maioria dos cidadãos palestinos não tem.
Segundo disse a Opera Mundi a assessoria da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), um dos interesses da parlamentar é o sistema de irrigação de Israel, país que “tem as melhores tecnologias e é um dos maiores especialistas do mundo” nesta técnica. Hartmann apontou que Israel se destaca neste sistema, assim como em outras tecnologias, porque as desenvolve como parte da ocupação dos territórios palestinos.
Segundo a organização Ewash, que trabalha com o direito à água nos territórios ocupados, Israel mantém o controle de todos os recursos hídricos disponíveis na Cisjordânia. O sistema de irrigação de ponta de Israel extrai e transporta 80% dessa água para o consumo israelense, enquanto aos palestinos está permitido utilizar os 20% restantes – outro ponto estabelecido nos Acordos de Oslo.
A indústria israelense se desenvolve nos territórios ocupados ilegalmente e também deve ser questionada nesse sentido, diz Hartmann. “Israel não é ‘bonzinho’ aqui e ‘mauzinho’ ali. É um processo complexo, há que se entender as ligações, e qualquer ator internacional ou figuras públicas como os parlamentares brasileiros têm a responsabilidade de questionar isso”, afirma o ativista.
Questionada sobre isso, a assessoria de Kátia Abreu disse a Opera Mundi não saber se a senadora está ciente do “apartheid da água” imposto por Israel à Palestina, mas que ela está interessada na tecnologia utilizada, não em de quem é a água.
Hartmann aponta os posts no Facebook da senadora do PMDB como exemplos de reprodução de discursos “que reforçam essa estrutura de poder desigual” entre Israel e Palestina. Ele cita um post em que Kátia Abreu fala sobre as “azeitonas israelenses”. “Os palestinos é quem são conhecidos pelas oliveiras. Esta é uma prática colonial de apagamento. Vão se apagando os símbolos, e dentro daquele contexto se está reforçando o ganho simbólico do conquistador”, afirma.
O ativista considera “extremamente contraproducente” que os parlamentares tenham viajado desta maneira a Israel e que “reproduzam esse discurso, pacote problemático que se liga a crimes internacionais. Não sei se fazem conscientemente ou não, mas acaba acontecendo”, diz Hartmann. Ele acredita, porém, que esta seja uma boa oportunidade para ampliar o debate sobre a questão. “Talvez a gente tenha mesmo que falar mais sobre isso, sobre a Palestina, trazer para o debate público, para que as pessoas possam dizer ‘não vou’” diante de tais convites, afirmou.
Edição: Opera Mundi
FONTE:
















