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domingo, 22 de maio de 2016

"A próxima crise financeira mundial já começou": quais são as consequências?



A próxima crise financeira mundial já começou e vai levar a consequências graves para os países desenvolvidos, diz o especialista em investidor Jim Rogers.

Rogers, que previu a cada uma das grandes crises financeiras que ocorreram nas últimas décadas, previram que centenas de bilhões de dólares de riqueza, vaporizarán e vai recusar ou desaparecerem muitos antigas instituições, partidos políticos, governos e costumes.

Estados Unidos, o país mais endividado do mundo, vai pagar um preço alto por esse motivo, juntamente com o resto da Western países desenvolvidos, disse o financista, citado pelo diário de Wall Street.

Principais indicadores econômicos, contribuindo para a inevitabilidade do colapso são a maciça acumulação da dívida e a injeção de dinheiro nos mercados.

Jim Rogers, enfatizou que imprimir dinheiro infinitamente "corrompe a moeda".

Outro fator que adiciona a perspectiva sombria apresentada por Rogers é a expansão de derivados ―desde 500 bilhões de dólares em 2008 para 1200 bilhões este ano, de acordo com o Fundo Monetário Internacional.

"Vamos ter um período em que as pessoas, países e sociedades que produzem bens imobiliários, herdarão a terra", salientou.

Neste contexto, de acordo com sua opinião, "As nações que valorizam o trabalho e a economia", irá prosperar como asiático.

Jim Rogers, 73 anos, é um dos investidores mais conhecidos do mundo, junto com Warren Buffet e George Soros.

Na década de 1970, ele fundou o fundo Quantum com Soros. Ele atualmente vive em Cingapura e é os presidente da Rogers Holdings e Beeland interesses, Inc.
 
 
FONTE:
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URGENTE: Coalizão de 22 países árabes propôs a Israel um 'acordo de paz'


Países árabes, incluindo a Arábia Saudita, Estados do Golfo, Jordânia e Egito, estão dispostos a discutir mudanças na iniciativa de paz Saudita com Israel para retomar as conversações de paz entre Israel e a Autoridade palestiniana(AP) .

Em troca de um acordo de paz com a Autoridade palestiniana, esses relatórios de países, iria mudar a sua atitude em relação a Israel.

Fontes diplomáticas ocidentais disseram que os países árabes têm enviado mensagens para Israel através de vários emissários, entre eles, o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, dizendo que eles estão esperando para receber uma resposta à iniciativa de paz Saudita de Israel e também a esperança de Israel a implementação de gestos para com os palestinos , na Judéia e Samaria, então essa paz conversações podem ser reiniciadas e desses países, finalmente , eles podem mudar a sua atitude pública de Israel.
A iniciativa de paz Saudita, revelada em 2002 e foi re-aprobada na cúpula da Liga Árabe em 2007, diz que os 22 países árabes irão normalizar relações com Israel em troca da retirada israelense Judéia e Samaria.

Mas Israel rejeitou o plano, devido ao fato de que Israel é chamado para aceitar o chamado "direito de retorno" para milhões de descendentes de árabes que deixaram Israel pre-estatal, com o que na verdade é que poria um fim ao estado judeu.

Fontes diplomáticas disseram que há um desejo entre os líderes dos países árabes da região que não têm relações diplomáticas com Israel iria mudar a sua atitude para com o Estado judeue começam a tomar parte activa na mediação entre Israel e a AP , com base na iniciativa de paz Saudita.

Enquanto Israel rejeitou os termos da iniciativa da Arábia Saudita, as fontes dizem agora as mensagens que são transmitidas para o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu dão a entender que os Estados árabes estão dispostos a discutir algumas mudanças na iniciativa com Israel, de uma forma que serve como base para um retorno às negociações entre Israel e a Palestina .

O relatório vem dias depois que o Presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, instouisraelenses e palestinos para aproveitar o que ele disse foi uma "real oportunidade" e retomar as conversações de paz.

Os comentários foram recebidos pelo primeiro-ministro,Binyamin Netanyahu, que salientou que"Israel está disposto a participar com o Egipto e outros países árabes, em ambos os progressos no processo diplomático e estabilidade na região".O Presidente da Autoridade Palestina (AP) congratulou-se com a chamada de Sisi, tão dizendo que saúda os esforços do Presidente egípcio para alcançar a paz e estabelecer um estado palestino .



FONTES:
http://www.estadodeisrael.com/2016/05/urgente-coalicion-de-22-paises-arabes.html?m=1

http://radiotica.com/actualidad/urgente-coalicion-de-22-paises-arabes-proponen-a-israel-un-acuerdo-de-paz/


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sábado, 21 de maio de 2016

Ascensão neonazista na Áustria ameaça Europa



Setenta e um anos e 17 dias depois da libertação do complexo de extermínio nazi de Mauthausen-Gusen, na Áustria (5 de maio de 1945), um estado europeu poderá ter um Presidente da República de extrema-direita neonazi, se se confirmarem, domingo, as sondagens que oferecem a vitória a Norbert Hofer, assumido anti-imigração e anti-europeu.

Ex-engenheiro aeronáutico, 45 anos, Hofer é a cartada do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), que ganhou a primeira volta das presidenciais, em 24 de abril, arrebatando 36,4% dos sufrágios e expulsando da corrida os candidatos das duas forças que partilharam o poder desde o fim da II Guerra Mundial - o Partido Social Democrata e o Partido Popular (cristão conservador).

A exceção nessa partilha, recorde-se, foi a surpreendente aliança entre os conservadores e o FPÖ, em 1999, ainda com o polémico líder de então, Joerg Haider (falecido em 2008 num acidente), que defendia a política da Alemanha nazi, que anexara a Áustria em 13 de março de 1938. Foi o seu discurso xenófobo e antieuropeu no governo que levou a União Europeia a decretar, em 2000, sanções contra o país.

O problema da imigração

A opção dos eleitores, explica a imprensa internacional, deve-se às críticas aos partidos tradicionais e a crise dos refugiados que atingiu também a Áustria, com mais de 100 mil pedidos de asilo. Apesar de o país ter adotado medidas excessivamente restritivas da imigração, o ascenso xenófobo entre os austríacos é evidente e o respaldo ao FPÖ pode ser possível nas eleições legislativas de 2018.

Sem o carisma do líder, Heinz-Christian Strache, Norbert Hofer era mais conhecido por defender os interesses dos deficientes (ele próprio locomove-se com dificuldade e usa cadeira de rodas), mas as posições anti-imigração, anti-islâmica e anti-Europa são tais que ameaça demitir o governo (social-democrata) se, sendo eleito, não concordar com as ideias do executivo.

Professor universitário, cientista económico e militante ecologista (saiu do Partido Verde para concorrer como independente), o segundo candidato é Alexander Van der Bellen, 72 anos, defensor claro da multiculturalidade que a Áustria representa.

Num recente debate televisivo, Van der Bellen explicou o tema de forma cristalina, exemplificando com a composição da equipa nacional de futebol para o Euro2016: "Metade dos jogadores são filhos de imigrantes. Se tivéssemos seguido a sua política nos últimos 30 anos, não teríamos agora uma seleção tão forte".

O vídeo de abertura do sítio oficial de Van der Bellen mostra-o ensimesmado, nalguns momentos atormentado, como se carregasse o Mundo aos ombros e o fardo da responsabilidade do desfecho das eleições de domingo.

Sinal "absolutamente terrível"

Se Hofer e o FPÖ, que "tem uma clara ressonância neonazi", ganharem, "será um péssimo sinal do que aí vem", incluindo o "Brexit", as eleições presidenciais em França (2017) e o futuro da própria construção europeia, adverte Viriato Soromenho Marques, regente de Filosofia Social e Política e de História das Ideias na Europa Contemporânea na Universidade de Lisboa.

Não é que os britânicos que vão votar contra a permanência da Grã-Bretanha na União Europeia, no referendo de 23 de junho, "sejam de extrema-direita". Mas, com a eventual vitória do partido neonazi na Áustria, o risco de Marine Le Pen (da Frente Nacional, aliada do FPÖ) alcançar a presidência francesa e o provável efeito de contágio na Europa, com a ascensão de formações idênticas, temem que se agudizem as tensões na EU "por causa da união bancária, da má gestão da crise da imigração, ou da capitulação da Europa perante Erdogan (presidente turco)".

Uma eventual vitória neonazi constituiria um "sinal de alerta absolutamente terrível e, ou vai ser interpretado no sentido de acordar os espíritos adormecidos, ou vai ter um efeito de contágio nos partidos de extrema-direita eurocéptica", condidera Soromenho Marques.

Se a Áustria "não produzirá um efeito sistémico", embora tenha "um papel indicativo para o eleitorado", a subida de Marine de Le Pen ao poder em França - este, sim, um país sistémico - com a saída da moeda única e outras medidas gerará "um verdadeiro tsumani, com o recuo de muitos investidores e a desagregação da união".



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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Papa defende tentativa de conquista do Islã e o COMPARA a Cristo: “mesma ideia de Jesus”

Pontífice critica Ocidente por impor seu modelo democrático


A entrevista do papa ao jornal católico francês La Croix teve grande repercussão pelas afirmações surpreendentes. Publicada nesta segunda (16), Francisco criticou as potências do Ocidente por tentarem “exportar seu próprio modelo de democracia” aos países muçulmanos sem respeitar as práticas culturais locais.

“Apesar do terrorismo islâmico, deveríamos questionar a forma como um modelo de democracia muito ocidental foi exportado para países como Iraque e Líbia, que têm uma estrutura tribal muito forte. Não podemos avançar se não levarmos em consideração a cultura destes países”, afirmou o pontífice.

Com frequência Francisco censura o que chama de “colonialismo cultural”, onde os países ocidentais tentam impor seus valores em países em desenvolvimento. Curiosamente, essa foi a motivação de muitas empreitadas da Igreja Católica durante toda a sua história.

Na entrevista, defendeu também que a Europa integre melhor seus imigrantes. Segundo ele, fazer qualquer tipo de segregação além de ser errado é um equívoco no combate ao terrorismo. Ao mesmo tempo, comemorou a eleição de Sadiq Khan, primeiro prefeito muçulmano de Londres.

Ao La Croix, afirmou que é possível “muçulmanos e os cristãos viverem juntos em harmonia”, algorecorrente desde que assumiu o pontificado.

Perguntado se estava preocupado com o número crescente de migrantes muçulmanos na Europa, e como isso poderia levar à propagação do terrorismo islâmico, asseverou: “A ideia de conquista é inerente à alma do Islã, é verdade. Mas isso poderia ser visto como a mesma ideia de conquista presente no fim do Evangelho de Mateus, onde Jesus envia seus discípulos a todas as nações”.

Finalizou, citando exemplo curiosos como o fato de alguns muçulmanos “venerarem Maria e São Jorge”, algo expressamente proibido no Alcorão. Com informações de IB Times


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‘Número de tropas inimigas ao redor da Rússia é sem precedentes’


‘Número de tropas inimigas ao redor da Rússia é sem precedentes’

A concentração atual de forças inimigas perto das fronteiras russas é inédita desde a invasão nazista em 1941, disse o cientista político norte-americano, especialista em estudos russos, professor Stephen Cohen, no show de John Batchelor, transmitido pela emissora americana WABC.



© AP PHOTO/ MINDAUGAS KULBIS

O seu comentário surge após as últimas ações da OTAN para fortalecer as suas posições na Europa do Leste.

“Tenho uma questão para Washington porque é Washington quem controla a OTAN. Será que não realizamos que nos estamos deslocando rumo a uma guerra real com a Rússia ou é um plano de provocar a Rússia para ações militares?”, pondera o professor.

Se os EUA, com efeito, não realizam que consequências graves as suas ações podem ter, devem “acordar”.

Se a resposta correta for a segunda – ou seja, se os EUA não estão contra uma guerra contra a Rússia, devem “estar loucos”, afirmou o professor norte-americano. Segundo ele, um conflito militar de tal envergadura necessariamente acabaria com o uso de armas nucleares por uma das partes. 



© AFP 2016/ JOHN THYS

Comandantes da OTAN recomendam deslocar batalhões para países bálticosCohen disse que já um mês que observa o reforço permanente das forças da OTAN ao longo de fronteiras da Rússia – na terra, no mar e no ar. De acordo com o especialista, tais forças inimigas não se aproximaram a Moscou desde o início da Segunda Guerra Mundial. Os russos guardam uma memória viva daquela guerra e por isso levam as ações da OTAN muito a sério.

O professor norte-americano presta atenção ao fato de que o pretexto para reforçar as posições dos EUA e da OTAN na Europa foi inventado. Cohen citou a declaração do chefe do Pentágono, Ashton Carter, que falou sobre a agressão russa na Europa do Leste.

Cohen afirmou que não está claro o que Carter quer dizer com “agressão”. Não pode falar de vitórias russas sobre o grupo terrorista Daesh na Síria, sublinhou o professor.

“O que precisamente fez Putin? Dizer-nos que ele realize agressão de alguma forma ou a intensifique não é uma resposta que pode justificar a prontidão dos EUA de entrar na guerra contra a Rússia“, disse.



© REUTERS/ SLAWOMIR KAMINSKI/AGENCJA GAZETA

Cohen destacou que a Rússia somente reage às ações da OTAN e tem pleno direito de fazer isso. O cientista político recordou que Putin não demorou e diretamente declarou que as ações da aliança ameaçam o seu país.

Ao mesmo tempo, a aliança se queixa de que a Rússia “desloca as suas tropas cada vez mais perto da OTAN”.

“Claro que ela faz isso, porque a OTAN está próxima das fronteiras russas”, esclareceu Cohen.

Segundo o especialista, a Rússia tem o direito de instalar as suas forças onde quer que seja, inclusive na Crimeia ou em Kaliningrado.



© AFP 2016/ GEORGES GOBET

A crise atual nas relações bilaterais, na opinião de Cohen, é muito parecido com a de mísseis de Cuba de 1962. Mas há alguns razões que provam que agora a situação é ainda mais perigosa que naquela altura. Em particular, disse que em 1962 os mísseis da USSR foram instalados “a distância de 145 km dos EUA“ e agora os mísseis da OTAN são instalados ainda mais perto – à porta da Rússia.

Além disso, segundo o especialista, a crise de 1962 teve somente um ponto de confrontação geopolítica. Agora são mais de um, inclusive os países Bálticos, a Ucrânia, a Turquia e a Síria.


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Ex-Funcionários do Facebook: "Nós Ocultamos Notícias Rotineiramente"


Por exemplo, desde que começou a Marcha Contra a Monsanto, o Facebook ocultou notícias prejudiciais para a corporação desinformando constantemente os usuários. Diversas páginas famosas como a Organics Consumers, a própria Marcha Contra Monsanto e muitas outras organizações cidadãs, denunciaram a censura deste tipo no mural do Facebook.

Em março, também houveram queixas de eliminação de grupos e eventos. Parece que o Facebook não apenas permite manobras corporativas que "enganam" o sistema para eliminar páginas, grupos e eventos, mas também impunemente encarrega este trabalho ao seu pessoal.

Os funcionários do Facebook ocultam sistematicamente notícias de interesse geral para os leitores informados que buscam jornalismo independente. Esta manipulação é executada através da eliminação de posts na seção de notícias da influente rede social, segundo explica um ex-funcionário do Facebook que trabalhou no projeto,

Seção "Notícias" do Facebook (início)



Esta pessoa diz que os funcionários do Facebook "evitam histórias" sobre temas precisos e "outros tópicos não desejados que aparecem na influente seção, embora estejam na tendência orgânica dos usuários".

Internamente, eles são chamados de "comissários de notícias" (curadores) do Facebook.

O ex-funcionário do Facebook disse também que eles são instruídos a "injetar" artificialmente histórias previamente selecionadas (no módulo de notícias) para induzir tendências, inclusive se os posts não forem suficientemente populares, para justificar sua inclusão - e em alguns casos não tinham sido vistos em absoluto.

Os ex-comissários, todos os quais trabalham como contratados, disseram que além de serem ordenados a não incluir notícias sobre o Facebook no módulo de tendências (Notícias do Facebook, gráfico acima).

Em outras palavras, a seção de notícias do Facebook funciona como uma sala de redação tradicional, que reflete o preconceito de seus trabalhadores e os imperativos institucionais da corporação.

A imposição de alguns valores humanos no editorial do Facebook (página oficial), pouco tem a ver com seus algorítimos totalitários e operacionais decensura que estão totalmente contra as afirmações da empresa sobre o módulo de notícias quando diz que "se limita a listar os temas que recentemente se tornaram populares no Facebook".


Quem descobriu o segredo?

Antes de aparecerem entrevistas dos ex-comissários do Facebook, foi noticiado outro fato grave. As presentes revelações surgiram logo que o site Gizmodo informou detalhes sobre o funcionamento interno de uma equipe do Facebook para regular as tendências de notícias.

Nesta denúncia foram expostos um pequeno grupo de jornalistas, educados principalmente em universidades privadas ou da costa leste dos Estados Unidos, que estava encarregado de "supervisionar" a tendência do módulo de Notícias do Facebook (ou seja, o início do Facebook onde é visto o que seus amigos publicam ou as páginas que você segue).

O Gizmodo informou que os "comissários" têm acesso à uma lista classificada de temas atuais sugeridos pelo algorítimo do Facebook, o qual dá prioridade às histórias que devem ser mostradas aos usuários na seção de tendências. Os comissários escrevem títulos e resumos de cada tema, e incluem links para sites de notícias. A seção, a qual foi lançada no ano de 2014, constitui de uma das mais bem enraizadas da internet e ajuda a ditar o que os usuários leem (milhões no mundo todo).

Arbitrariedade Toral - "Listas Negras" e Tendências

"Dependendo de quem estava no turno, as coisas eram incluídas ou não em listas negras ou de tendências", disse o ex-comissário que pediu para permanecer no anonimato por temer "represálias" da empresa. O ex-comissário é politicamente conservador, um de um pequeno grupo de conservadores que compartilham pontos de vista sobre a equipe de tendências.

"Eles eliminam notícias sobre os candidatos que você pensava em votar, para não ofuscar a oposição", afirmou o ex-comissário.

O ex-comissário estava tão perturbado pelas omissões e arbitrariedade com que manipulam as tendências e notícias do Facebook que decidiu falar.

Querem saber o que o Facebook realmente pensa dos jornalistas?

"Dependendo do que você procura, o Facebook é mostrado como o salvador ou o destruidor do jornalismo em nossa época", afirmou o ex-funcionário do Facebook, no entanto e a modo de exemplo: "outro ex-comissário era fanático e tinha uma forte aversão às fontes de notícias de direita. E ele comportou-se absolutamente arbitrário. Foi censura direta", declarou.

"Nós fazíamos subjetivamente. Tudo depende do comissário e o horário. De vez em quando recebíamos um alerta vermelho sobre alguma história, por diversas temáticas. E nosso trabalho era buscar a mesma história de uma óptica contrária. Para que não fosse percebida a censura".

"Nossa perspectiva somente coincidia com os meios de comunicação como o The New York Times, BBC e CNN", acrescentou.

Outros ex-comissários entrevistados negam a ocultação de notícias. Mas para quê estavam trabalhando como "comissários de notícias", afinal?



Fontes:
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MÉDICOS QUE DESCOBRIRAM SUBSTÂNCIA CANCEROSA NAS VACINAS MORREM MISTERIOSAMENTE NOS EUA

Um mistério está chamando a atenção dos adeptos de medicina natural nos Estados Unidos.

Nos últimos meses, cinco médicos com fortes inclinações para a medicina natural morreram misteriosamente ou foram mortos intencionalmente, e outros cinco desapareceram inexplicavelmente.

A maioria deles era da Flórida, EUA.

Os médicos de que estamos falando tinham uma coisa em comum: eles descobriram que a proteína nagalase estava presente em vacinas consideradas seguras para uso em seres humanos.

Nagalase é conhecida por impedir que seu corpo produza vitamina D.

A vitamina D é um nutriente muito importante para matar as células cancerosas naturalmente.

Nagalase é uma proteína.

Em crianças autistas esta proteína está presente em concentrações muito elevadas.

Não só isso: todo o tipo de célula cancerosa produz essa proteína.

Como se sente ao saber que isso está presente em vacinas que você já deve ter tomado?

Nagalase efetivamente desativa o sistema imunitário.

E também está associada ao diabetes tipo 2.

E o que esses médicos que foram mortos tinham a ver com essa perigosa substância presente nas vacinas?

Tudo!

É que os resultados de uma investigação científica desses médicos haviam produzido provas de que as vacinas que estão sendo injetadas são, na verdade, a causa do súbito aumento nas taxas de câncer e também do aumento das taxas de autismo.

E muito provavelmente isso, segundo esses médicos, deve-se à proteína nagalase.



Os médicos que foram mortos na Flórida tinham trabalhado juntos e estavam se preparando para ir a público para divulgar o resultado de suas pesquisas.

Mas foi então que foram "calados"...

O dr Ted Broer concedeu uma entrevista sobre os médicos mortos.

Ele concedeu essa entrevista ao programa de rádio Hagmann & Hagmann) explicando os motivos da morte.

O Dr Broer chegou a dizer, na entrevista, a seguinte frase: "Eu estou me suicidando falando essas informações".

Ele estava supernervoso ao dizer essas informações publicamente.

Assista ao vídeo no qual ele nos conta sobre suas descobertas.

É um vídeo de 19 minutos, porém a informação mais importante é dita nos primeiros dez minutos.

Se você sabe inglês, vale apena assistir e escutar com atenção o que o médico/cientista americano disse.

Se não sabe ingles, ative as legendas, pois mesmo com a precária tradução automática dá para absorver alguma informação.

Neste outro vídeo, um repórter entrevista a ativista americana de medicina natural Erin Elizabeth.

Infelizmente, o vídeo não está traduzido, mas você também pode ativar as legendas para ver a tradução automática.

Erin Elizabeth tenta explicar o que pode ter ocorrido com os médicos mortos misteriosamente.


E você, qual a sua opinião?

O que pode ter ocorrido?

As mortes foram apenas coincidência?

Eles se suicidaram, como estão dizendo?

Ou foi algo planejado para impedir o que esses médicos queriam dizem a toda a sociedade?

VÍDEOS








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quarta-feira, 18 de maio de 2016

NORUEGA VAI PERMITIR QUE CRIANÇAS DE ATÉ 6 ANOS MUDEM DE SEXO SEM PROCEDIMENTO MÉDICO OU EXAME PSIQUIÁTRICO

A Noruega vai permitir que pessoas mudem de sexo simplesmente “marcando no quadradinho,” e crianças até de seis anos de idade poderão mudar de sexo sem nenhum procedimento médico sob uma nova lei.



O novo projeto de lei significará o fim de exames psiquiátricos, longos tratamentos hormonais e cirurgias invasivas em esterilizações irreversíveis que têm sido tradição para uma mudança de sexo na Noruega desde a década de 1970.

A lei também permitirá que menores de idade de 6 a 16 anos mudem seu sexo se os pais concordarem. Se um dos pais se opuser, o governo decidirá “no melhor interesse da criança.”

O novo projeto de lei foi louvado por ativistas homossexuais e esquerdistas como uma das leis mais esquerdistas do mundo. Tudo o que as pessoas terão de fazer se quiserem mudar de sexo é notificar o governo e só clicar num site será suficiente para legalizar tudo.

A lei, que os ativistas esperam será votada no Parlamento da Noruega antes do próximo recesso, está enfrentando pouca oposição.

Ainda considerada como uma desordem de personalidade pela Organização Mundial de Saúde, o transgenerismo provoca emoções internacionalmente.

Uma lei da Carolina do Norte nos EUA que requer que indivíduos transgêneros usem o banheiro que corresponde ao sexo de suas certidões de nascimento provocou protestos furiosos, desde o cantor Bruce Springsteen até o banco alemão Deutsche Bank. Provocou também um debate enfurecido entre os candidatos presidenciais republicanos dos EUA Donald Trump [que é a favor de homens homossexuais nos banheiros femininos] e Ted Cruz [que é contra homens homossexuais nos banheiros femininos].

A Argentina é pioneira nesse campo, tendo permitido desde 2012 que pessoas escolham seu próprio sexo legal sem terem passado antes por uma cirurgia de mudança de sexo.


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Novo vírus pode chegar ao Brasil durante Olimpíadas 2016, prevê especialista

Com a chegada de delegações de atletas e turistas para os Jogos Olímpicos, "penetras" perigosos podem invadir o Rio

A cidade que vai receber meio milhão de estrangeiros durante as Olimpíadas deve se preparar para a chegada de visitantes ‘indesejáveis’. São os vírus e bactérias que poderão vir junto com as delegações de atletas e turistas dos 206 países que irão desembarcar, em agosto, no Rio de Janeiro.

Para evitar o contágio com novas doenças e outras reincidentes, como sarampo e poliomielite, que já foram erradicadas no Brasil, os cariocas devem procurar orientação de médicos, atualizar cartões de vacina com as recomendações de imunização das organizações de saúde e adquirir bons hábitos de higiene, como lavar as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro.


Arte/O Dia


Vírus e bactérias poderão vir junto com as delegações de atletas e turistas da Olimpíada

O atual surto de microcefalia, decorrente da infecção do zika vírus e a febre chikungunya, são dois exemplos de doenças que, segundo especialistas, provavelmente tiveram seu início durante a Copa do Mundo, no ano passado. Além da hipótese do intenso fluxo de turistas, há ainda a suspeita de que no caso do zika vírus ele tenha sido trazido para o Brasil por atletas da Polinésia Francesa, durante uma competição internacional de canoagem — um dos maiores surtos da doença ocorreu naquela região entre 2013 e 2014, onde estima-se que 11% da população tenha sido infectada.

Depois das quatro enfermidades causadas pelo Aedes aegypti – dengue, zika, chikungunya e febre amarela –, o infectologista da UFRJ, Alberto Chebabo, alerta para o quinto vírus que pode vir a ser transmitido pelo mosquito. “O West Nile Virus (Vírus do Oeste do Nilo) é original dos Estados Unidos, mas pode chegar ao Brasil”, prevê.

Chebabo enfatiza ainda o fato de que a maior preocupação do Brasil deve ser a entrada de novos vírus. “O problema são os vírus novos — tanto os que não existem aqui, quanto os que nem sabemos que existem”. E exemplifica: “o coronavírus é responsável por uma doença respiratória grave no Oriente Médio e que pode vir a ser introduzido no País”, finaliza.

Em seu artigo ‘Alertas a saúde em época de Copa do Mundo’, a professora de enfermagem do Centro Universitário Amparense, Lilian Cristina Bremmer Martinez, explica que tanto a poliomelite como o sarampo ainda são comuns em países mais pobres da África e da Ásia. “Além disso, há registro de poliomielite no Paquistão e na Nigéria e casos de sarampo também na França e Espanha”, explica.

Segundo a docente, os eventos em massa geram riscos de doenças infecciosas, que tendem a ser contraídas por vias respiratórias, por relações sexuais ou transmitidas por insetos. Em 2006, após a Copa na Alemanha, o país sofreu surto de sarampo. Além disso, o clima de festa possibilita encontros, inclusive, amorosos. Se na Alemanha houve um aumento do número de pessoas infectadas pelo HIV, no Brasil, o risco também é real. 

Rio vai monitorar estrageiros com caso suspeito

Para o infectologista Alberto Chebabo, o País não possui infraestrutura para lidar com ameaças virais e bacterianas. “Não existe uma rede integrada de unidades sentinelas e laboratórios para monitorar novas doenças no momento em que surgem. Falta pessoal, material e equipamento”, alerta. Segundo ele, a Fiocruz não é capaz de lidar com tantos exames em caso de surto, como o de zika vírus.

O secretário municipal de Saúde do RJ, Daniel Soranz, afirma que o Centro de Informação Estratégia em Vigilância e Saúde vai monitorar rumores de doenças trazidas por estrangeiros e receber notificações clínicas de pacientes de outros países. O Hospital Miguel Couto terá leitos de isolamento para pacientes com doenças contagiosas.

Fonte: O Dia
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Vacina contra a AIDs. Para Bill Gates, ela estará pronta em 5 anos.

O fundador da Microsoft expressou seu temor de ver as pessoas dos países ricos, onde a AIDS é bem tratada agora, esquecer a realidade da doença, que ainda atinge 35 milhões de pessoas no mundo, em grande parte na África.

Após ter liderado a empresa mais poderosa do mundo, Bill Gates é agora o patrono da fundação de caridade mais rica e é com este chapéu que ele viaja pelo mundo. Após recente encontro com o Presidente da França, François Hollande e o Ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, o magnata americano foi ao Festival Solidays, que a sua fundação apoia financeiramente com um montante de 500 mil dólares ao longo de dois anos. Durante uma conversa com o público e com jornalistas, Bill Gates reiterou o compromisso de luta contra a AIDS como a razão ser desse festival de música de Paris, e compartilhou seu otimismo a respeito dos progressos observados na saúde pública no mundo.

O empresário que, com sua esposa Melinda e o bilionário Warren Buffett, dirige uma fundação cujo orçamento anual já ultrapassa o da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 4 bilhões de dólares anuais, avaliou que existem «boas chances de se ver uma vacina contra Aids dentro de 5 a 8 anos», reconhecendo que o seu desenvolvimento «é um objetivo mais difícil que o esperado ». Uma grande parte dos 400 milhões de dólares alocados anualmente pela Fundação Gates na luta contra o HIV é dedicada a apoiar projetos de pesquisas realizados em universidades, ele lembrou. «Temos vacinas que mostram resultados muito bons em macacos e que estão na fase 1 de testes clínicos no homem », detalhou Bill Gates.




Que todas as crianças nasçam com as mesmas oportunidades

O fundador da Microsoft expressou seu temor de ver as pessoas dos países ricos, onde a AIDS é bem tratada agora, esquecer a realidade da doença, que ainda atinge 35 milhões de pessoas no mundo, em grande parte na África. «As restrições orçamentais dos Estados estão ainda piores este ano em relação ao ano passado. Digo então que todos vocês que apoiam esta causa podem fazer a diferença », ele disse ao público que veio para ouvi-lo em um pequeno palanque, sob um forte calor, em Longchamp, no Bois de Boulogne.

Bill Gates espera que a pólio será totalmente erradicada da face da Terra em poucos anos.– o desaparecimento total dessa doença é outra das suas bandeiras de luta -, bem como a batalha contra a malária. Bill Gates age contra essa doença através do Fundo Mundial. Sua organização também estabeleceu uma meta de 15 anos para reduzir pela metade o número de crianças que morrem antes dos 5 anos de idade no mundo. Esse índice é atualmente de 5%. «Com 2,5% de índice de mortalidade infantil, estaremos próximos de uma equidade global. Queremos que todas as crianças nasçam com as mesmas oportunidades de vida.»

Questionado sobre a ameaça infecciosa que pesa sobre o planeta, enquanto a crise do Ebola parece finalmente estar chegando ao fim, Bill Gates avaliou que o mundo não estava tão pronto quanto deveria estar. «Há doenças que se transmitem mais rapidamente do que o Ebola», ele lembrou. Se coisas úteis puderam ser aprendidas com este episódio, sobre a vigilância dos casos em particular, é que reformas positivas serão lançadas pela Organização Mundial para uma melhor capacidade de atendimento a emergências sanitárias. O magnata conclui, no entanto que «os únicos cujo comportamento mereceu nota 10 durante a fase aguda da epidemia foram os membros do programaMédicos sem Fronteiras. Eles foram os primeiros a reagir e fizeram um trabalho excelente.»



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Criogenia: saiba mais sobre esta tecnologia que pode te fazer acordar no futuro

Já ouviu falar em corpos que foram congelados, na esperança de serem ressuscitados no futuro? Este processo tem um nome, chama-se criônica e a gente te conta agora tudo o que você precisa saber sobre esta técnica revolucionária e polêmica.

Os conceitos de vida eterna e ressureição têm significados diferentes para a Igreja e Ciência. Enquanto que para a primeira doutrina a vida eterna é alcançada após a morte, não em forma física (corpo), mas espiritual e o poder da ressureição está em Deus e em Cristo, a Ciência busca uma forma diferente de imortalidade, ou pelo menos de prolongar nossa passagem pela terra, através dos avanços na tecnologia e da medicina.

Sem desmerecer nenhum tipo de crença, a verdade é que a imortalidade tem sido objeto de fascínio da humanidade ao longo da história. A ideia de vencer algo tão temido quanto a morte permeia o desejo de muitos homens. De frente com ela o ser humano se agarra ao que lhe convém, seja religião ou ciência. Agora imagine só você ter a chance de após a sua morte, ser ressuscitado muito tempo depois e acordar no futuro?



Assustador para alguns, excitante a outros. Muito explorada em filmes e livros de ficção científica esta ideia de voltar à vida após a morte e ainda acordar no futuro distante e ter a oportunidade de presenciar a chamada evolução, poderá ser possível graças a Criogenia ou melhor, a Criônica. Para você entender melhor do que estou falando, a seguir irei explicar o conceito de cada uma.

Criogenia é a ciência que estuda as tecnologias capazes de produzir temperaturas extremamente baixas e o comportamento dos elementos e materiais que são submetidos a esta técnica, explorando os efeitos de transferência térmica entre um agente e o meio. Já a Criônica, erroneamente também chamada de Criogenia, é a técnica de manter cadáveres congelados por anos a fio para no futuro ressuscitá-los.

Cientistas acreditam que mantendo os corpos congelados, posteriormente outros profissionais do ramo poderão descobrir a cura para a doença causadora da morte destas pessoas. Desta forma os cadáveres poderão ser descongelados e trazidos de volta à vida.

Câmaras criônicas em um depósito fictício

A ideia parece ser fantástica. Após a morte, os médicos lhe colocam em um tanque de nitrogênio líquido, em temperaturas extremamente baixas, de forma que o cadáver não irá apodrecer. Daqui a 150, 200, 300 anos, cientistas descobrem um jeito de combater a doença que lhe levou a óbito, te degelam e voilá, você estará vivo novamente, não importa quanto tempo tenha se passado desde a última vez que você viu a luz do dia.

Mas na realidade o processo está longe de ser assim, tão simples. Embora existam instituições especializadas em criônica há anos, ainda faltam tecnologias capazes de ressuscitar os corpos. Isto porque os próprios métodos utilizados no processo de congelamento de uma pessoa causam danos às células. Estragos estes que só podem ser reparados com tecnologias que ainda não foram inventadas. Por enquanto, o congelamento não funciona com pessoas porque o líquido que compõe as células vira gelo, aumentando de tamanho e fazendo-as trincar.

Mas a técnica de Criônica já é utilizada com sucesso em alguns casos como no congelamento de embriões. Óvulos fecundados podem ficar na “geladeira” por algum tempo, tendo boas chances de sobreviver ao descongelamento. Estima-se que cerca de 60% conseguem vingar, dando origem a um bebê saudável. Isto é possível porque nos embriões congelados a criação de cristais de gelo, responsável por fazer as células trincar, é evitada com a aplicação de substâncias químicas, isto impede que as paredes celulares se danifiquem.

O procedimento não é possível de ser realizado em seres humanos desenvolvidos porque cada tipo de célula exige uma substância protetora diferente e muitas delas ainda não foram inventadas.
Como funciona



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Quando uma pessoa é considerada legalmente morta, ou seja, seu coração deixa de bater, e ela está cadastrada em uma instituição que realize o procedimento, um funcionário da empresa de criogenia prontamente irá estabilizar o corpo e fornecer oxigênio suficiente para seu cérebro e seu sangue, de forma que o morto continue apresentando algumas funções vitais. O profissional então resfria o cadáver com gelo. A temperatura pouco acima de 0 °C já é suficiente para evitar, por algum tempo, que o corpo apodreça.

Nesta mesma fase, o cadáver também recebe uma injeção de anticoagulante, para manter os vasos sanguíneos desobstruídos. Após, todo o sangue é bombeado para fora e em seu lugar são aplicadas as substâncias químicas que evitarão o desenvolvimento de parte dos cristais de gelo, responsáveis por romper a estrutura celular.

O corpo então é levado para o local em que será congelado. Lá ele passa por um resfriamento gradual, em uma câmara de gelo seco. A intenção é que todos os tecidos se congelem seguindo o mesmo ritmo. Todo processo ocorre de maneira lenta, podendo durar até dois dias. O resfriamento é necessário para evitar danos na pele, músculos e órgãos vitais.

Após o resfriamento, o corpo será submergido lentamente em um tanque de nitrogênio líquido, até ficar totalmente coberto. Ao final desta fase o cadáver estará a - 196 °C, o que o impede de apodrecer. Ele ficará lá até que alguém consiga desenvolver uma tecnologia capaz de lhe trazer de volta à vida.

Tanque de criônica na Fundação Alcor
Possibilidade para poucos

Se você está disposto a tentar a sorte e ser congelado na esperança de um dia poder voltar a viver, terá que estar disposto também a desembolsar alguns milhares, de dólares. É literalmente, pagar para ver. Atualmente existem clínicas que realizam o procedimento nos Estados Unidos e na Rússia.

No Instituto Crynics, pioneiro no ramo, localizado nos Estados Unidos, o custo para se ter o corpo congelado é de US$ 28.000 (algo em torno de R$ 99.400, seguindo a cotação atual). E se você não quiser acordar sozinho, pode levar um animal de estimação junto. Na Crynics pode- se fazer a criopreservação de um gato, cão ou pássaro. O valor do procedimento realizado com um gato ou cão é de US$ 5.800 (cerca de R$ 20.500), sem contar as despesas de transporte e veterinário. Para um pássaro de estimação de tamanho típico é cobrado o preço de US$ 1.000, mas o preço pode ser maior se a ave for grande. É importante ressaltar que nos valores da criopreservação dos pets não está incluso o custo de adesão.

Outra empresa que realiza o processo de criônica é a Alcor, também localizada nos Estados Unidos. Se os valores da Crynics já são salgados, os da Alcor são ainda mais caros. O custo variará de acordo com o seu método de financiamento (seguro de vida, dinheiro pré-pago ou equivalente, confiança ou anuidade). Mas o instituto também oferece a opção de congelar só a cabeça (o intuito é conservar o cérebro e no futuro religá-lo a outro corpo). Os níveis de financiamento mínimos atuias são: US$ 200.000 para a criopreservação do corpo todo (cerca de R$ 710.000) e de US$ 80.000 para a cabeça ( cerca de R$ 284 mil).
Como surgiu?

Pode parecer estranho, mas a ideia de congelar corpos para ressuscitá-los no futuro não surgiu recentemente, mas lá na década de 60, com o professor de Física e Matemática, Robert Ettinger, por isso Ettinger é conhecido como o "pai da criogenia". Ele escreveu e publicou o livro "The Prospect of Immortality" (Uma Perspectiva de Imortalidade). Neste mesmo período fundou o Instituto de Criônica e a Sociedade Imortalista nos Estados Unidos. Sua inspiração veio de um livro de ficção científica publicado em 1931, chamado "The Jameson Satellite", ou O satélite Jameson.

A primeira pessoa a ser congelada foi o professor de psicologia James Hiram Bedford. Após sua morte em 1967, seu corpo foi colocado em uma câmara de nitrogênio líquido, no Instituto Alcor, onde permanece até hoje.

Na década de 90 conseguiu-se um grande avanço para o processo de congelamento, com a invenção da vitrificação. Antes de ser congelado o corpo recebia uma série de injeções químicas que fazia com que os cristais formados no processo fossem de vidro e não de gelo, sendo estes mais prejudiciais para as células. Com a vitrificação, reduziu-se o dano celular, mas ainda deve-se solucionar o problema da toxidade destes elementos, antes do indivíduo ser ressuscitado. Tecnologia esta que precisa ser criada.

Em 2011, Robert Ettinger faleceu e teve seu corpo congelado nas câmaras do Instituto Criônico de Detroid, sendo o 106º a ser internado no local.

A partir da técnica criônica, corpos são congelados para um dia serem ressuscitados

Muita gente, inclusive médicos e cientistas são céticos quanto a capacidade de se trazer alguém de volta à vida. Afinal, se as pessoas estão mortas, como elas poderão reviver no futuro? Mas a criônica não é uma teoria completamente infundada. Ela começou a partir das histórias de cidadãos que sobreviveram depois de passar muito tempo debaixo de lagos congelados. Alguns registros médicos apontam que indivíduos caíram em águas de baixa temperatura e não conseguiram imergir devido a camada de gelo. Estas pessoas passaram quase uma hora sem respirar devido a redução de seu metabolismo e funções cerebrais, mas se mantiveram vivos, funcionando em um estado em que quase não precisavam de oxigênio.

A maior parte das pessoas submetidas a este tipo de situação morreriam, mas foram estes sobreviventes que inspiraram os cientistas a acreditarem nesta ideia. Contudo, um fator importante que deve ser considerado é que o atual processo de criônica é diferente destes casos, pois as pessoas em estado de suspensão criogênica precisam antes ser consideradas legalmente mortas.
O que legalmente morto?

É proibido realizar o processo de criônica em um indivíduo vivo. Todas as pessoas que estão nas câmaras de nitrogênio tiveram que ser consideradas oficialmente mortas para participarem do processo. A morte legal ocorre quando o coração deixa de bater, no entanto o corpo ainda apresenta algumas funções cerebrais. Os criônicos acreditam que preservar este estado mínimo de atividade do cérebro já é o suficiente para conseguir trazer a pessoa de volta à vida. A morte total é definida quando as funções cerebrais cessam.
Desafios e experimentos em animais



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Tecnologia de vestir: muito além do que você imagina Os casos que comprovam que o processo de criônica pode dar certo foram realizados com seres ainda vivos (no caso das pessoas congeladas nos lagos e nos embriões), o que soa como algo problemático para os cientistas que se dedicam a esta técnica. No entanto, a confirmação de que organismos vivos foram descongelados com sucesso já é considerada como grande avaço para este campo de estudo.

É preciso ainda descobrir como conseguir a plena revivificação das células neurais. Os cientistas têm avançado nessa área e, inclusive, já conseguiram trazer de volta algumas redes de neurônios sem danos aparentes. Seguindo esta mesma via, o hipocampo de um rato foi completamente trazido de volta após o animal ter sido congelado.

Como o congelamento de seres humanos ainda vivos é proibido, cientistas realizam testes em animais. Alguns experimentos já conseguiram congelar e reviver mamíferos desde a década de 50. Por exemplo este: em que ratos que foram colocados em containers com nitrogênio líquido foram trazidos de volta à vida através de um aquecimento especializado, choques elétricos para reativar os músculos e respiração artifical. Nem todos os testes deram certo e alguns roedores apresentaram problemas, como infertilidade ou redução no tempo de vida. O mesmo aconteceu com macacos, que chegaram a ser ressuscitados, mas faleceram no mesmo dia. 

Porém, experimentos que reduziram a temperatura de mamíferos a pontos pouco antes do congelamento, diminuindo drasticamente o metabolismo destes animais tiveram sucesso com porcos, que possuem órgãos e uma massa similar à nossa.
Polêmicas

Não é de hoje que Ciência e Religião sustentam ideias diferentes. Veja bem, não estou dizendo que é necessário deixar de acreditar em uma para seguir os preceitos da outra, mas em muitos casos, elas se confrontam. Com um asssunto tão polêmico quanto a morte, não poderia ser diferente. Enquanto há pessoas que já estão cadastradas para terem seus corpos congelados, outras são completamente contra a medida por afirmar que com isso é impossível que a pessoa alcance o descanso eterno, pois para isso ela precisaria ser enterrada, cremada, enfim, passar por algum ritual de acordo com sua doutrina, isto seguindo preceitos religiosos.

Além disso, na maioria das religiões acredita-se que o ser humano é formado por uma parte material (corpo) e uma não física (alma ou espírito). Após a morte o espírito encaminha-se ao descanso eterno, logo, como seria possível que esta parte abstrata voltasse após a morte? Se o corpo retornasse à vida, seria ele a mesma pessoa? Este ser teria alma? Muitas questões religiosas apresentam motivos para descordar da prática de congelamento de corpos, mas em contrapartida há quem diga que não se pode impedir o avanço da ciência. A opinião é algo muito pessoal e cada um sabe o que é melhor para si e no quê quer acreditar.

Esta discussão, inclusive, já virou motivo de discórdia entre familiares. Há alguns anos foi notícia em muitos veículos de comunicação uma briga travada entre irmãs. Enquanto a mais nova queria que o corpo do pai fosse preservado pela criogenia, alegando que este era um desejo do homem, as mais velhas queriam sepultá-lo em Canoas, dizendo desconhecerem esta vontade do pai. O caso foi parar na Justiça. 

É errado afirmar que a divisão de opiniões está atrelada apenas entre religiosos e aqueles que acreditam nos avanços da ciência. Há ainda, aquelas pessoas que apenas não acreditam no método criônica, sentem-se indiferentes em relação a técnica ou acham que não vale a pena querer volta à vida depois de tanto tempo. 

Afinal, a possibilidade de reviver no futuro envolve outras questões que vão além da dúvida se isso é possível ou não. Digamos que no futuro cientistas conseguigam trazer um homem de volta à vida. Como ele irá se manter financeiramente em uma época tão distante da que viveu? Será possível se sustentar? Buscando solucionar este problema, os institutos que trabalham com criogenia para pessoas estão criando fundos de investimento com o dinheiro de seus clientes. O objetivo é produzir uma renda que banque os custos com a manutenção dos corpos, além de acumular algumas quantias para aqueles que forem ressuscitados.

Porém, mesmo com dinheiro, outros problemas de ordem social podem atingir estas pessoas despertadas em uma nova era. Uma das dificuldades pode ser a adaptação em um período tão distante da época em que ela viveu. Como serão as novas tecnologias? Quais serão as mudanças? Será que é possível se adaptar a elas? Tomemos como exemplo a atualidade, as gerações mais velhas muitas vezes se sentem deslocadas, tanto em relação a cultura, quanto referente a tecnologia. Agora imagine só alguém que morreu no século 20, acordar daqui a um, dois ou três séculos? Mesmo que se tenha vontade e curiosidade para visitar este futuro, será que teríamos as habilidades necessárias para sobreviver nele?
Obras inspiradas na criogenia

Se você se interessou pelo assunto, saiba que existem várias obras que abordam o tema. Assim como a vida se inspirou na ficção, quando Robert Ettinger decidiu se dedicar a criônica após ler um livro que abordava algo próximo ao tema, muitos livros e filmes se baseiam na esperança de que no futuro tal feito seja possível, para nortear narrativas fantasiosas. Óbviamente, com um olhar exagerado e voltado ao mundo surreal, porém é possível vislumbrar o que poderá ocorrer no futuro ou pelo menos se divertir.

Uma dica de filme é o longa Eternamente Jovem. A narrativa conta a história de um piloto de testes que fica fora de si quando sua amada é atropelada e fica em coma reversível. Então ele concorda em ser voluntário em um experimento criôgenico que o deixará por um ano em animação suspensa (note que neste caso o experimento será feito com ele vivo, algo que não é possível na vida real). Contudo ele é esquecido e só é acordado 50 anos depois, acidentalmente por um garoto. Ele então vai morar com o menino e sua mãe. Juntos eles tentam ajudar o recém despertado nesta singular situação.


O Dorminhoco ou Sleeper é outra película que aborda o tema. Na trama um saxonista que foi congelado em 1973 é trazido de volta 200 anos depois por um grupo contrário ao poder vigente, que tenta derrubar o governo opressor. Porém, o que ele quer mesmo é conhecer este novo mundo, totalmente diferente da realidade em que vivia. Em virtude das grandes mudanças que aconteceram, ele irá se meter em grandes confusões.

Em O Demolidor o assunto criogenia também é destaque. Após prender um assassino psicopata, o policial John Spartan, conhecido como "O Demolidor" é preso, pois durante a operação 30 pessoas inocentes foram mortas, mesmo que esta não tenha sido a intenção de John. Ele então é condenado a ser congelado durante 70 anos e ironicamente o assassino, Phoenix, também é congelado da mesma forma. 36 anos depois, Phoenix consegue se libertar. Policiais então decidem libertar Spartan, para que ele volte a caçar o inimigo.


O tema também é abordado na literatura. A história em quadrinhos "Transmetropolitan" descreve o futuro sombrio que pode aguardar as pessoas que serão revividas no futuro. Nesta narrativa, anos após a falência de institutos criônicos, os governos decidiram manter as pessoas congeladas, movidos por um sentimento humanitário. Ao serem ressuscitados, estes homens e mulheres experimentam profundos casos de depressão, negligência social e suicídio ao lidar com um mundo completamente diferente do qual eles estavam acostumados a viver. Eles criam grupos de autoajuda e vivem da esmola que pedem para o restante da sociedade.

No livro Neuromancer, de Willian Gibson, famoso romance do genêro cyberpunk, a técnica criônica também aparece. Não é o foco principal da história, que tem como enredo os caminhos trilhados por um hacker que tem seu sistema cerebral danificado, impedindo sua capacidade de se conectar à Matrix, ou ciberespaço. Mas o assunto aparece como plano de fundo, pois em meio a tantas novidades futuristas, Gibson não deixou de lado a criogenia. Os membros donos da megacorporação Tessier-Ashpool, a qual Case tenta invadir, são congelados e descongelados ao longo do tempo, com o objetivo de deixar o poder sempre nas mãos da família.

Na atualidade, muito do que se sabe sobre o método criônica vem da ficção científica. A tendência é que se passem muitos anos até que resultados concretos provem que esta ideia pode de fato funcionar. Até lá a ciência continuará evoluindo e o sonho da "imortalidade", alimentado.


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